Um corpo (!)... - A vi nas telas ainda na adolescência e sempre a tive como paradigma dos mais belos traços femininos. Sem contar a elegância, é claro, mas o tempo também passou para ela. Nesta semana, a veterana atriz de Hollywood Kim Novak foi diagnosticada com câncer de mama, felizmente os médicos acreditam que ela tem boas possibilidades de recuperação. A atriz de 77 anos foi a protagonista do clássico de Alfred Hitchcock "Um Corpo que Cai", ao lado de Jimmy Stewart.
Os hipócritas jornalões - Putz, para que servem os manuais de redação da Folha de S. Paulo e Estadão? Principalmente no verbete "encampação". As manchetes e títulos de matérias que envolvem a Dilma já nascem com a opinião do editor e de seus patrões. É a paixão prevalescendo sobre o bom jornalismo, coisa que vai bem num blog como esse aqui, pessoal mesmo, e portanto sujeito às paixões das mais diversas. Mas não em jornalões que praticam hipócrita moralidade. Paixão é sofrer, e os editores dos vetustos matutinos paulistas sofrem e se rasgam por Serra. Ah, se ele fosse bonito - seria paixão de cortar os pulsos!
Passeio noturno - Desafio ao prefeito de Curitiba, aquele que ninguém sabe o nome: dar um passeio a pé pelo Centro Histórico da cidade, principalmente pelas ruas do Largo da Ordem. Vamos ver o que acontece primeiro: alguém reconhecer o prefeito ou ele ser assaltado. Apostamos na segunda hipótese.
Ex-camaradas - Tem uns que lutam a vida toda e não sucumbem aos apelos da direita que se esconde e abriga José Serra. Tenho ex-amigos que mandaram às favas o que lhes restava de honra somente porque ainda não recebem a bolsa-ditadura, essa vergonha feita para calar a boca de supostos perseguidos políticos. Ex-camaradas, fizemos por que era nosso dever patriótico, o resto é desculpa para arrumar uns troquinhos.
A coerência de Chico - Neste país, poucos artistas podem se dizer coerentes como Chico Buarque. Veja o que ele falou ao declarar apoio à Dilma: "Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai."
Bug do milênio cerebral - Vejam essa agora, cientistas americanos dizem que o cérebro humano está sofrendo o "bug do milênio" ao acumular informações na era digital. Ora, ora, a minha geração sempre achou que tínhamos pelo menos mais 90% da massa cinzenta por usar. Na realidade, a pergunta que deve ser feita é: do que adianta informação, se o sujeito não consegue processá-la? Informações importantes como essa, por exemplo: "cinco mineiros resgatados no Chile marcam casamento", ou essa mais importante ainda: a comida não ficou pronta porque não conseguimos elevar o grau de agitação das moléculas de água o suficiente para o cozimento, veja mais detalhes em nossos estudos de termodinâmica e bom apetite.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"Richa não sabe de nada", diz eleitora na Folha de S. Paulo
"Fiquei chateada porque ele [Beto Richa] não sabe nada, não tem opinião sobre a maioria das coisas. E ainda saiu mais cedo porque tinha compromisso. Mas não tinha a sabatina? Ele nem deveria ter vindo então."
Marina Machado, professora, hoje, na página A11, da Folha de S. Paulo, sobre a fuga de Berto Richa do debate promovido pelo jornal.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Jornalismo mauricinho

Mario Bortolotto
Eu realmente estou um pouco estarrecido com o comportamento da Folha de São Paulo no que se refere ao trágico episódio que aconteceu comigo e que já é do conhecimento de todos (pelo menos dos que freqüentam esse blog). Uma pá de jornalistas ficou no meu pé assim que saí da UTI no afã de conseguirem a primeira declaração minha sobre o ocorrido. Eu me neguei a atender quem quer que fosse por vários motivos. Porque estava muito cansado (entendam que levei três tiros e ainda quebrei o braço esquerdo tendo que me submeter a duas cirurgias sendo que uma delas durou 9 horas – quer dizer, fiquei mesmo entre a vida e a morte e segundo me disseram, muito mais pra lá do que pra cá), entupido de remédios, o que me dificultava o pleno entendimento do que estava acontecendo e em terceiro lugar, não tinha o menor interesse que a imprensa fizesse um freak-show dessa história toda (muito dolorida pra minha família e pros meus amigos). Não quero ser conhecido como o Dramaturgo que reagiu a um assalto e levou três tiros. Quero sim ser conhecido como o Dramaturgo que escreveu mais de 50 peças e que trabalha exaustivamente não só como escritor, mas também como diretor, ator, sonoplasta, iluminador, e que ainda encontra tempo pra cantar numa banda de rock. É pelo meu trabalho que quero ser lembrado quando estiver bebendo em algum boteco do céu, e não porque reagi a um assalto e levei três tiros. Então não tinha o menor interesse de dar entrevista nenhuma. E evitei o máximo que pude. Continue lendo este texto....
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