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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Acesoria de inpremsa"



Recebemos um e-mail reproduzindo nota de uma assessoria de imprensa. Até pensamos publicá-lo, mas não tivemos saco para arrumar o português. O e-mail é uma tentativa de relatar uma briga entre um verdureiro e a polícia, mas o tapa veio em nossas "oreia" com um tal "ao invés de" no lugar sempre usurpado do "em vez de" e um terrível "chegaram para discutirem". Um bom texto para as aulas de como "foder com a língua portuguesa". Por favor tetrápodes, "portuguesa" entra nesta oração como atributo da "língua" e não como adjunto adnominal restritivo, ou seja, não significa como "foder com a língua da portuguesa"!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Inculta e Bela I: "ele se apiada"

Há alguns anos, no interior de São Paulo, lá pras bandas de Piracicaba, topei com uns caboclos que falavam "piadade" em vez de piedade (substantivo). Agora, talvez, tenha encontrado a razão disso. Em Português, três são os verbos da primeira conjugação que são irregulares nas formas rizotônicas: apiedar-se, moscar-se e resfolegar. Verbos maluquinhos quando conjugados. Fiquemos apenas com o apiedar-se (ter piedade):

Presente do Indicativo
Eu me apiado, tu te apiadas, ele se apiada

Presente do Subjuntivo
Que eu me apiade, que tu te apiades, que ele se apiade, que eles se apiadem.

Nos demais casos usa-se o "e": nós nos apiedamos, vós vos apiedais, etc...

Em tempo: forma rizotônica é aquela em quem o acento tônico cai sobre a vogal temática.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Manifesto em defesa da Língua Portuguesa


O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez. Assine aqui o manifesto em defesa da Língua Portuguesa...