terça-feira, 16 de outubro de 2012
Toni Reis condena campanha do ódio de Serra
CARTA ABERTA DE TONI REIS AO JOSÉ SERRA
Prezado José Serra,
Tenho 48 anos, sou gay e atualmente sou presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Sou casado oficialmente com David Harrad há 23 anos e somos os pais legais de Alyson Miguel Harrad Reis. Quando eu era adolescente na escola meu comportamento também era considerado por algumas pessoas “impróprio e ridículo” só pelo fato de eu ser gay, prejudicando-me pela marginalização imposta por uma condição sobre a qual não tive escolha. Foi o que me motivou a ser um ativista pelo respeito à diversidade sexual, para que outros e outras adolescentes não sofressem o que eu sofri na escola, na família e na sociedade nessa fase da minha vida. Foi o impulso que me fez estudar, de modo que hoje sou professor formado em letras, especialista em sexualidade humana, mestre em filosofia na área de ética e sexualidade, e doutor em educação, sendo que minha tese de doutorado é justamente sobre a homofobia no ambiente escolar. Cito algumas falas dos/das profissionais de educação e estudantes entrevistados na pesquisa que fundamentou a tese, para evidenciar o quanto a homofobia está presente nas escolas e o pouco que se faz para amenizá-la:
(se um filho meu fosse gay) “não ia querer, eu ia expulsar, ou batia nele e fazia ele virar homem” (estudante).
“A homossexualidade é um pecado, é contra a natureza e as leis de Deus. Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem”. (professor)
“Na verdade a escola ignora [a homofobia] porque ela não quer trazer mais essa questão pra resolver” “(Grupo focal com professores(as))
“E a escola não trabalha com isso. Não trabalha, nem quer.” (Grupo focal com professores(as))
Estes exemplos não são isolados e recorrem repetidamente em todas as entrevistas. Junto com diversos outros estudos, estes dados concretos servem para respaldar a necessidade urgente de se ter um trabalho – apoiado por materiais educacionais específicos – de promoção do respeito à diversidade sexual nas escolas.
José Serra, você tem sido um grande defensor dos direitos humanos, um dos melhores ministros da saúde que o Brasil já teve, que inclusive soube preservar a laicidade do Estado nas questões ligadas ao direito das pessoas à saúde. Sou testemunha ocular disso. Você lutou na ditadura militar pelo reestabelecimento da democracia, foi presidente da União dos Estudantes do Brasil, foi deputado estadual e federal e senador, entre outros destaques de sua carreira.
Durante seus mandatos como prefeito da Cidade de São Paulo e governador do Estado de São Paulo, você liderou várias iniciativas de vanguarda na promoção do respeito à diversidade sexual e às pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Entre elas pode-se citar:
• A criação da CADS – Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, dentro da estrutura da Prefeitura em 2007;
• a criação da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo junto à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, por meio do Decreto nº 54.032, de 18 de fevereiro de 2009;
• a inauguração do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais no dia 09 de junho de 2009;
• a certificação pelo governo paulista, em 18 de agosto de 2009, de diversas empresas e ações com o Selo da Diversidade, no reconhecimento de seus esforços em contribuir para a superação do preconceito e da discriminação, e para a promoção da igualdade e inclusão social de segmentos da sociedade tradicionalmente marginalizadas;
• O reconhecimento do nome social (tratamento nominal) das pessoas transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo, por meio do Decreto nº 55.588, de 17 de março de 2010.
Posto isto, conhecendo pelo menos parte de seu histórico, fiquei muito entristecido pelo uso indevido do debate sobre as políticas públicas de combate à homofobia como uma arma eleitoral, referindo-se ao material educativo do projeto Escola Sem Homofobia como um “KIT GAY” com “ASPECTOS RIDÍCULOS E IMPRÓPRIOS” para crianças.
Esta declaração somente pode ser considerada uma manifestação do legítimo pré-conceito – um conceito antecipado, uma vez que o julgamento do material como sendo “ridículo e impróprio” foi feito em relação a algo inacabado, que ainda não está em sua versão final, que ainda não teve a aprovação do Ministério da Educação.
Ademais, o material é destinado a educadoras e educadores do ensino médio, para trabalhar a homofobia no ambiente escolar (entre professores/as, funcionárias/os e estudantes).
Não é correto se referir ao “kit gay” em se tratando destes materiais educativos. É um desrespeito aos/às profissionais que trabalharam na sua elaboração. Este termo politicamente incorreto foi cunhado por um deputado federal de conduta ética duvidosa, cujo histórico de atuação e declarações públicas são testemunhas de seu desprezo pela democracia e pela pluralidade da sociedade, a quem – a título de exemplo – são atribuídas as seguintes falas, entre muitas outras: ‘O grande erro da ditadura foi não matar vagabundos e canalhas como Fernando Henrique;’ em programa exibido pela Band, o deputado sugeriu o fechamento do Congresso e afirmou que durante a ditadura militar deveriam ter sido fuzilados ‘uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso’. Ou seja quem usa a denominação “kit gay” está concordando com este parlamentar preconceituoso: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Informo também que o projeto Escola Sem Homofobia foi resultado de uma emenda parlamentar da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados destinada para a área da educação federal, para execução por uma organização não governamental, e não pelo Ministério da Educação. Neste sentido, pode ser encontrada abaixo e no link http://www.abglt.org.br/port/basecoluna.php?cod=246 a Nota Oficial sobre o Projeto Escola Sem Homofobia, que descreve com maior detalhamento suas ações, as quais não se restringiram apenas aos materiais educativos, mas também envolveram seminários, capacitações e uma pesquisa em escolas em 11 capitais brasileiras abrangendo as cinco regiões do país.
São diversas as pesquisas realizadas nas escolas brasileiras por instituições de renome, como a UNESCO, que demonstram que a necessidade de ações educativas nas escolas contra a homofobia é inegável. Na falta de uma ação governamental contundente neste sentido, o material didático do Projeto Escola Sem Homofobia visa contribuir para suprir esta lacuna. A proposta do material foi elaborada pela organização não governamental ECOS – Comunicação em Sexualidade, e foi avaliado e adequado de forma coletiva e democrática pelos/pelas 509 profissionais que participaram dos seminários e capacitações do Projeto, antes de ser entregue ao Ministério da Educação para adequação final e aprovação.
Ainda, o material educativo foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). O vídeo Medo de Quê? recebeu indicação para 12 anos, o Boneco na Mochila, 10 anos e o Torpedo (com 3 histórias) indicação livre.
O conjunto de materiais foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.
Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, com base em informações científicas, que o material estava perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destinava.
Assim, eu peço, para uma boa política comprometida com o respeito a toda a população, como tem sido a marca de sua atuação nos cargos que ocupou, que continue dando ênfase à promoção indiscriminada da cidadania e da inclusão social, e que a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) não seja utilizada para gerar polêmica em época eleitoral, ou em qualquer outra época. Isto só serve para validar, banalizar e incentivar a homofobia e manter a esta população à margem da cidadania.
Prezado José Serra, não manche sua biografia. Não rife nossos direitos. Uma sugestão é seguir o grande exemplo do Supremo Tribunal Federal, que em 5 de maio de 2011 reconheceu inequívoca e unanimemente os princípios da igualdade, da liberdade e da dignidade humana da população LGBT. É isso que nós queremos.
Toni Reis
Presidente da ABGLT
Doutor em Educação
Mestre em Filosofia
Especialista em Sexualidade Humana
Formado em Letras pela UFPR
Prezado José Serra,
Tenho 48 anos, sou gay e atualmente sou presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Sou casado oficialmente com David Harrad há 23 anos e somos os pais legais de Alyson Miguel Harrad Reis. Quando eu era adolescente na escola meu comportamento também era considerado por algumas pessoas “impróprio e ridículo” só pelo fato de eu ser gay, prejudicando-me pela marginalização imposta por uma condição sobre a qual não tive escolha. Foi o que me motivou a ser um ativista pelo respeito à diversidade sexual, para que outros e outras adolescentes não sofressem o que eu sofri na escola, na família e na sociedade nessa fase da minha vida. Foi o impulso que me fez estudar, de modo que hoje sou professor formado em letras, especialista em sexualidade humana, mestre em filosofia na área de ética e sexualidade, e doutor em educação, sendo que minha tese de doutorado é justamente sobre a homofobia no ambiente escolar. Cito algumas falas dos/das profissionais de educação e estudantes entrevistados na pesquisa que fundamentou a tese, para evidenciar o quanto a homofobia está presente nas escolas e o pouco que se faz para amenizá-la:
(se um filho meu fosse gay) “não ia querer, eu ia expulsar, ou batia nele e fazia ele virar homem” (estudante).
“A homossexualidade é um pecado, é contra a natureza e as leis de Deus. Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem”. (professor)
“Na verdade a escola ignora [a homofobia] porque ela não quer trazer mais essa questão pra resolver” “(Grupo focal com professores(as))
“E a escola não trabalha com isso. Não trabalha, nem quer.” (Grupo focal com professores(as))
Estes exemplos não são isolados e recorrem repetidamente em todas as entrevistas. Junto com diversos outros estudos, estes dados concretos servem para respaldar a necessidade urgente de se ter um trabalho – apoiado por materiais educacionais específicos – de promoção do respeito à diversidade sexual nas escolas.
José Serra, você tem sido um grande defensor dos direitos humanos, um dos melhores ministros da saúde que o Brasil já teve, que inclusive soube preservar a laicidade do Estado nas questões ligadas ao direito das pessoas à saúde. Sou testemunha ocular disso. Você lutou na ditadura militar pelo reestabelecimento da democracia, foi presidente da União dos Estudantes do Brasil, foi deputado estadual e federal e senador, entre outros destaques de sua carreira.
Durante seus mandatos como prefeito da Cidade de São Paulo e governador do Estado de São Paulo, você liderou várias iniciativas de vanguarda na promoção do respeito à diversidade sexual e às pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Entre elas pode-se citar:
• A criação da CADS – Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, dentro da estrutura da Prefeitura em 2007;
• a criação da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo junto à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, por meio do Decreto nº 54.032, de 18 de fevereiro de 2009;
• a inauguração do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais no dia 09 de junho de 2009;
• a certificação pelo governo paulista, em 18 de agosto de 2009, de diversas empresas e ações com o Selo da Diversidade, no reconhecimento de seus esforços em contribuir para a superação do preconceito e da discriminação, e para a promoção da igualdade e inclusão social de segmentos da sociedade tradicionalmente marginalizadas;
• O reconhecimento do nome social (tratamento nominal) das pessoas transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo, por meio do Decreto nº 55.588, de 17 de março de 2010.
Posto isto, conhecendo pelo menos parte de seu histórico, fiquei muito entristecido pelo uso indevido do debate sobre as políticas públicas de combate à homofobia como uma arma eleitoral, referindo-se ao material educativo do projeto Escola Sem Homofobia como um “KIT GAY” com “ASPECTOS RIDÍCULOS E IMPRÓPRIOS” para crianças.
Esta declaração somente pode ser considerada uma manifestação do legítimo pré-conceito – um conceito antecipado, uma vez que o julgamento do material como sendo “ridículo e impróprio” foi feito em relação a algo inacabado, que ainda não está em sua versão final, que ainda não teve a aprovação do Ministério da Educação.
Ademais, o material é destinado a educadoras e educadores do ensino médio, para trabalhar a homofobia no ambiente escolar (entre professores/as, funcionárias/os e estudantes).
Não é correto se referir ao “kit gay” em se tratando destes materiais educativos. É um desrespeito aos/às profissionais que trabalharam na sua elaboração. Este termo politicamente incorreto foi cunhado por um deputado federal de conduta ética duvidosa, cujo histórico de atuação e declarações públicas são testemunhas de seu desprezo pela democracia e pela pluralidade da sociedade, a quem – a título de exemplo – são atribuídas as seguintes falas, entre muitas outras: ‘O grande erro da ditadura foi não matar vagabundos e canalhas como Fernando Henrique;’ em programa exibido pela Band, o deputado sugeriu o fechamento do Congresso e afirmou que durante a ditadura militar deveriam ter sido fuzilados ‘uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso’. Ou seja quem usa a denominação “kit gay” está concordando com este parlamentar preconceituoso: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Informo também que o projeto Escola Sem Homofobia foi resultado de uma emenda parlamentar da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados destinada para a área da educação federal, para execução por uma organização não governamental, e não pelo Ministério da Educação. Neste sentido, pode ser encontrada abaixo e no link http://www.abglt.org.br/port/basecoluna.php?cod=246 a Nota Oficial sobre o Projeto Escola Sem Homofobia, que descreve com maior detalhamento suas ações, as quais não se restringiram apenas aos materiais educativos, mas também envolveram seminários, capacitações e uma pesquisa em escolas em 11 capitais brasileiras abrangendo as cinco regiões do país.
São diversas as pesquisas realizadas nas escolas brasileiras por instituições de renome, como a UNESCO, que demonstram que a necessidade de ações educativas nas escolas contra a homofobia é inegável. Na falta de uma ação governamental contundente neste sentido, o material didático do Projeto Escola Sem Homofobia visa contribuir para suprir esta lacuna. A proposta do material foi elaborada pela organização não governamental ECOS – Comunicação em Sexualidade, e foi avaliado e adequado de forma coletiva e democrática pelos/pelas 509 profissionais que participaram dos seminários e capacitações do Projeto, antes de ser entregue ao Ministério da Educação para adequação final e aprovação.
Ainda, o material educativo foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). O vídeo Medo de Quê? recebeu indicação para 12 anos, o Boneco na Mochila, 10 anos e o Torpedo (com 3 histórias) indicação livre.
O conjunto de materiais foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.
Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, com base em informações científicas, que o material estava perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destinava.
Assim, eu peço, para uma boa política comprometida com o respeito a toda a população, como tem sido a marca de sua atuação nos cargos que ocupou, que continue dando ênfase à promoção indiscriminada da cidadania e da inclusão social, e que a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) não seja utilizada para gerar polêmica em época eleitoral, ou em qualquer outra época. Isto só serve para validar, banalizar e incentivar a homofobia e manter a esta população à margem da cidadania.
Prezado José Serra, não manche sua biografia. Não rife nossos direitos. Uma sugestão é seguir o grande exemplo do Supremo Tribunal Federal, que em 5 de maio de 2011 reconheceu inequívoca e unanimemente os princípios da igualdade, da liberdade e da dignidade humana da população LGBT. É isso que nós queremos.
Toni Reis
Presidente da ABGLT
Doutor em Educação
Mestre em Filosofia
Especialista em Sexualidade Humana
Formado em Letras pela UFPR
Renatinha, respeite papai!
Quem participou ontem da reunião do PPS que decidiu
pelo apoio a Gustavo Fruet revela que Renata Bueno rodou a baiana.
Inclusive pra cima do pai. Em alto e bom som, culpou Rubens pela derrota
nas urnas. Renata disse que estava com toda a campanha para disputar a
prefeitura pronta e teve que recuar por causa dele, que aceitou ser vice
de Luciano Ducci. E aí não teve ânimo para buscar votos. Também disse
que vai apoiar Ratinho Jr., contrariando a decisão do partido. E afirmou
que a derrota do pai e de Luciano mostra que a cidade quer algo
diferente. Ou seja,enterrou qualquer sonho do pai de voltar a disputar a
prefeitura de Curitiba. Antes da reunião começar, Rubens e Marcos Isfer
(pres. municipal do PPS) deixaram bem claro que a decisão tomada pela
maioria deveria ser respeitada. Resta saber agora o que farão com
Renata, a desobediente.
Esquerda avança no Paraná e apavora Berto, Requião e Greca
O governador Berto Richa se diz neutro nesta eleição, mas boa parte de sua chamuscada tropa faz campanha para o Ratinho em Curitiba. Essa adesão envergonhada tem uma explicação bem simples: se Ratinho não ganhar em Curitiba, Berto Richa praticamente perde o governo do Estado nas próximas eleições.
A grande sombra, o que realmente apavora Richa, é o avanço da oposição em redutos eleitorais em que outros tempos eram orientados pela direita, campo político do PSDB no Paraná. A situação de Berto já é difícil agora, imagina se ele perde em Curitiba e mais duas ou três grandes cidades do interior. Veja no mapa, por exemplo, as cidades do Paraná que vão ser governadas pelo PT no próximo ano.
Isso também explica porquê o senador Roberto Requião e o candidato derrotado em Curitiba Rafael Grega, ambos do PMDB, resolveram pular para o barco furado do Ratinho. Com Fruet ganhando em Curitiba, a aposentadoria precoce também chega para os dois.
A grande sombra, o que realmente apavora Richa, é o avanço da oposição em redutos eleitorais em que outros tempos eram orientados pela direita, campo político do PSDB no Paraná. A situação de Berto já é difícil agora, imagina se ele perde em Curitiba e mais duas ou três grandes cidades do interior. Veja no mapa, por exemplo, as cidades do Paraná que vão ser governadas pelo PT no próximo ano.
Isso também explica porquê o senador Roberto Requião e o candidato derrotado em Curitiba Rafael Grega, ambos do PMDB, resolveram pular para o barco furado do Ratinho. Com Fruet ganhando em Curitiba, a aposentadoria precoce também chega para os dois.
Greca é responsável pelo sucateamento do transporte coletivo de Curitiba
No dia 17 de junho de 2003, Rafael Greca anunciava aos quatro ventos que havia deixado o PFL e ingressado no PMDB de seu antigo desafeto Roberto Requião. Na oprtunidade, em entrevista ao jornalista José Wille, na Rádio Rock 96, ele confessou suas mágoas. Ele atribuía o começo de suas divergências com sua antiga turma, à sua recusa em modernizar o transporte coletivo de Curitiba, que na época já dava os primeiros sinais de sucateamento e ineficiência.
"Olhe, eu acho que o começo da cisão foi no dia que eu não quis fazer o bonde elétrico, Eu me recusei enquanto prefeito de Curitiba, a fazer o projeto do grupo que propunha pro eixo Norte-Sul de Curitiba", confessou Greca na entrevista:
Wille - o financiamento espanhol?
Greca - o bonde ligado... Eu não sei qual dos financiamentos, que foram tantos, já que a cidade pagou... E tantos os projetos de um veículo leve sobre trilhos, de um metrô novo. A gente pagou muitos projetos que nunca aconteceram. Aliás, foram trens de papel que esta cidade já pagou e que ainda não aconteceram. O último pagamento agora, recentemente...
Como é?
Rafael Greca (leia-se povo curitibano) pagou por projetos que nunca aconteceram?
Quais foram as empresas que receberam a nossa grana suada nesses projetos fajutos?
Rafael Greca quer o Ippuc do Ratinho Junior para continuar pagando projetos de trens de papel?
O que seria o transporte coletivo de Curitiba nos dias de hoje se já tivéssemos o Metrô ou até mesmo o bonde elétrico?segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Comunista sempre fui, mas não apóio o Ratinho
Sou comunista e todo mundo que me conhece sabe disso.
Pertenci aos quadros do PCdoB por boa parte da minha vida. Tenho neste partido
grandes amigos, mas há anos não ocupo qualquer cargo de direção ou até mesmo
não tenho obrigações de filiado. Até há pouco tempo fui próximo do partido, não
estou organizado, apenas ajudo nas campanhas de seus candidatos e por isso
muitos ainda me associam ao PCdoB.
Entretanto, quero aqui deixar claro que, embora respeitando
o posicionamento dos meus antigos camaradas, não estou na campanha do Ratinho,
candidato do PCdoB em Curitiba.
Particularmente e só particularmente, creio ser este apoio um erro,
dentre os muitos que qualquer partido pode cometer. Nacionalmente louvo a
posição do PCdoB, sempre alinhados aos projetos progressistas do ex-presidente
Lula e agora da presidenta Dilma. Mas em Curitiba, critico o pragmatismo, ou
aliança tática, que leva meus antigos camaradas, a quem respeito até mesmo no
equívoco, o alinhamento com setores políticos que, na minha modesta avaliação, sempre prejudicaram a classe
operária.
Aos meus amigos que me perguntam o que levou o PCdoB a tomar
tal decisão em Curitiba, o apoio ao Ratinho desde o primeiro turno, digo que
não tenho resposta e não devo ter resposta. O partido tem uma direção e essa pergunta deve ser feita à
direção do partido.
Filho de operários, ainda atuando em causas populares e humanistas, coerente
com que penso, permaneço comunista, creio que jamais deixarei de sê-lo, mas não mais dentro
de uma organização política comunista.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
IFPR abre concurso público para a contratação de 56 professores
O Instituto Federal do Paraná abre na próxima segunda-feira, dia 15 de outubro, inscrições para Concurso Público que visa o preenchimento de 56 vagas para professores de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Classe “D I”, Nível 1). As inscrições seguem até o dia 29 de outubro, presencialmente, e até o dia 24 de outubro, para candidatos que optarem pela inscrição via Correios/SEDEX. A remuneração inicial, somando vencimento básico, gratificação específica e retribuição por titulação, pode chegar a R$ 6.350,77 , no caso de docentes com doutorado, jornada de 40 horas e dedicação exclusiva.
A inscrição presencial será efetuada de segunda a sexta-feira, somente no câmpus no qual o candidato deseja pleitear a vaga. As vagas são para diversas áreas do conhecimento, diferentes regimes de trabalho (20 horas, 40 horas ou dedicação exclusiva) e estão distribuídas entre os câmpus de Assis Chateaubriand, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Irati, Telêmaco Borba, Campo Largo, Jacarezinho, Ivaiporã, Palmas, Paranaguá, Paranavaí.
Inscrições
O edital nº203/2012 apresenta os locais e horários de atendimento dos câmpus para as inscrições presenciais, assim como a documentação necessária. O valor da inscrição é de R$ 68,00. De acordo com o Decreto nº6593, de 02/10/2008, candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico, podem pedir isenção da taxa. O prazo para a solicitação de isenção é entre 15 e 19 de outubro presencialmente e de 15 até 17 de outubro via Correios/SEDEX.
Concurso
O concurso regido pelo Edital 203/2012 – PROGEPE/IFPR destina-se ao provimento de 56 vagas para professores de Ensino Básico, técnico e Tecnológico que atua, prioritária e preferencialmente, junto aos cursos técnicos de Nível Médio. As atividades desenvolvidas correspondem ao Ensino, Pesquisa e Extensão compromissados com a inclusão social e sustentabilidade, visando à aprendizagem, à ampliação e transmissão dos saberes, sempre em processo dialógico com as comunidades e arranjos produtivos, sociais e culturais locais. Esse profissional também responde por ações inerentes ao exercício de direção, assessoramento, chefia, coordenação e assistência, além de outras atribuições previstas na legislação vigente. O concurso será realizado em quatro etapas, constituídas de prova escrita, prova didática, prova de memorial descritivo e análise de currículo/titulação. O edital nº203/2012 apresenta a descrição e forma de avaliação de cada uma das etapas.
Mais informações e os requerimentos de inscrição e de isenção podem ser obtidos na página da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas/ IFPR.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Neutralidade é falta de coragem
A falta de coragem do governador do Paraná, Berto Richa, é notável. Se diz neutro no segundo turno. Em outras palavras, não quer tirar votos de ninguém. Seu apoio é abraço de afogado.
Mas nos bastidores todo mundo e o seu Raimundo sabem que o negócio de Berto é mandar seu time apoiar Ratinho para depois tentar remendar um acordo que lhe dê fôlego para levar o governo adiante, mesmo que no tranco. Do contrário, com a vitória de Fruet, o sonho de mil anos no poder vai pro ralo. Fruet não vai aceitar nenhum jogo de cena para a sustentação de Berto, muito pelo contrário, foi traído, e em política isso não se perdoa.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Um adeus para a Curitiba polaca

(Políticos erraram no discurso ao pensarem que Curitiba ainda era a mesma do século passado)
Curitiba deixou de ser polaca. — Quando? — Há pelo menos três décadas. Quando se despejou no Norte do Paraná a geada negra que pôs fim aos verdes pés de café que brotavam da terra roxa. O ano era o de 1975, coincidentemente o ano da última neve na capital.
Depois da tragédia que dividiu a história do Paraná em antes e depois da geada, a população das novíssimas cidades do norte paranaense viu-se obrigada a procurar outros cenários para a realização de suas esperanças, pois o homem não se faz vivo sem esperanças. Com exceção de três grandes centros urbanos, Maringá, Londrina, Curitiba — e mais tarde Foz do Iguaçu, com a construção da usina de Itaipu — as cidades paranaenses começaram a minguar, quando não a desaparecer por completo, principalmente as dependentes da monocultura cafeeira.
À medida que a região setentrional se esvaziava, com rotas migratórias definidas para regiões do Mato Grosso e outros estados mais ao norte do país, uma grande leva de ex-agricultores saiu de suas cidades para engrossar as franjas urbanas, notadamente a de Curitiba, capital do estado com vocação acadêmica, administrativa e habitada por mais de século por povos oriundos da Europa.
Assim, em bairros predominantemente polacos, habitados por italianos e poloneses — São Brás, Campo Comprido, Órleans e até mesmo Santa Felicidade — que se colocavam no caminho da planejada Cidade Industrial de Curitiba, cresceram os conjuntos habitacionais e as sub-habitações, conhecidas como favelas. Com a industrialização resolveu-se em parte o problema do emprego. Curitiba não mais era somente dos estudantes e dos funcionários públicos e os antigos bairros bucólicos ganharam massas de operários e trabalhadores com um sotaque bem brasileiro que se funde aos antigos dialetos. O curitibano fala hoje uma nova língua que ainda está em processo de formação, com uma gramática própria, que incorpora expressões polacas, gaúchas, mineiras, catarinas e paulistas.
A Curitiba do “leitê quentê” é como um velho cartão postal amarelado da Praça Tiradentes ou do Passeio Público. Em nossos dias, a polaca da pele alvíssima e olhos azuis só tem existência garantida nas páginas dos contos do Dalton Trevisan. Ela, se ainda existir, não vai à panificadora comprar “salame, vina, pão bengala e cuca”. A poloca, esta nova polaca, vai para a padaria cantando um pagode e compra mortadela, salsicha, pão e bolo. Broa com banha nem pensar. Os tempos são outros, pão com margarina será a pedida. (JFN)
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ou assume Beti Pavin ou Colombo terá nova eleição, diz juiz
Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro (Rádio Banda B)
| Zé Vicente não deve assumir o cargo |
Isso por que, 53.980 eleitores votaram em Beti, o que corresponde a 51% dos votos válidos nas eleições de 2012, desta forma, mesmo no caso do TSE definir pela cassação da candidatura tucana, Zé Vicente não poderá assumir porque não conseguiu 50% dos votos válidos e a tucana estava no pleito sub judice. Estas informações foram passadas à Banda B nesta segunda-feira (8) pelo doutor Luiz Fernando Tomasi Kepper, do Fórum Eleitoral de Colombo. Ele explicou em detalhes o imbróglio envolvendo a candidatura de Beti Pavin.
| Beti Pavin segue com situação indefinida no TSE |
De acordo com Kepper, a decisão do TSE será tomada em breve. “Não deverá demorar, mas uma nova eleição, no caso do recurso de Beti ser indeferido, será marcada apenas para o ano que vem. Nesta situação descrita, em janeiro assumiria o presidente da Câmara Municipal de Vereadores”, afirmou.
Aos eleitores de Colombo, segundo o juiz, resta esperar a decisão do TSE.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Do Pedriali: A saborosa vingança de Fruet
Gustavo Fruet trocou o PSDB pelo PDT por não ter encontrado espaço em
seu partido para realizar o grande sonho,que era disputar a Prefeitura
de Curitiba, cargo que seu pai, Maurício, ocupou com competência e
dignidade.
O governador Beto Richa e seu aliado serviçal Valdir Rossoni optaram pelo pragmatismo: mandar às favas os companheiros de partido para o bem de seu projeto de reeleição.
Assim, Luciano Ducci, do PSB, prefeito de Curitiba, foi ungido seu cavalo eleitoral na capital. Já estava no trote, então por que trocar de montaria?
Richa, Rossoni e Ducci foram atropelados por Fruet e estatelaram-se no chão.
E, ainda envoltos nos torvelinhos de poeira provocados pelo encontro inesperado - e doloroso - com o solo, observaram a ultrapassagem do alazão ao qual não atribuíam a menor possibilidade de vitória.
Fruet tem motivos de sobra para, nesta pausa que antecede a reta final, olhar para trás e contemplar o espetáculo.
E saborear a doce vingança.
http://josepedriali.blogspot.com.br/
O governador Beto Richa e seu aliado serviçal Valdir Rossoni optaram pelo pragmatismo: mandar às favas os companheiros de partido para o bem de seu projeto de reeleição.
Assim, Luciano Ducci, do PSB, prefeito de Curitiba, foi ungido seu cavalo eleitoral na capital. Já estava no trote, então por que trocar de montaria?
Richa, Rossoni e Ducci foram atropelados por Fruet e estatelaram-se no chão.
E, ainda envoltos nos torvelinhos de poeira provocados pelo encontro inesperado - e doloroso - com o solo, observaram a ultrapassagem do alazão ao qual não atribuíam a menor possibilidade de vitória.
Fruet tem motivos de sobra para, nesta pausa que antecede a reta final, olhar para trás e contemplar o espetáculo.
E saborear a doce vingança.
http://josepedriali.blogspot.com.br/
Richa foi o grande perdedor dessas eleições
Até a vaca no brejo sabe que o grande derrotado destas eleições foi o governador Beto Richa (PSDB). Perdeu em Curitiba, maior colégio eleitoral do Estado, onde é mal avaliado. Outros grandes colégios eleitorais, não importando o resultado do segundo turno, também não poderão ser contados como 100% da base de apoio de Richa, numa eventual candidatura à reeleição ao governo do Paraná. Os dois primeiros anos de Richa como governador foram pífios e mesmo que ele se utilize da fórmula manjada de fazer obras de última hora para se reeleger, a missão será árdua. Não há dinheiro suficiente para as demandas regionais - estradas, hospitais, escolas, penitenciarias, contratação de policiais etc. Demandas sempre crescentes, é bom que se diga. Isso sem falar na falta de apoio da União para esses projetos. Ou alguém tem lá alguma dúvida de que o governador do Paraná vai ser tratado a pão e água pelo governo Federal?
No dia 4 de abril, este modesto blog irritou sobremodo os arrogantes assessores de Ducci e do governador Beto Richa, com a seguinte análise sobre a "Fórmula de Ducci para perder em Curitiba", para quem não leu, aqui vai o repeteco:
Hoje na Boca Maldita vi alguns partidários do atual prefeito de Curitiba fingindo surpresa com o desempenho dele na pesquisa Ibope/CBN. Não há surpresa em números pífios para quem faz a opção pela política menor. Em mandato tampão, o prefeito Ducci perdeu-se na mensagem ao investir na propaganda da cidade como seus antecessores, mas abusando da fórmula do esgotado manual de governança da província:
No dia 4 de abril, este modesto blog irritou sobremodo os arrogantes assessores de Ducci e do governador Beto Richa, com a seguinte análise sobre a "Fórmula de Ducci para perder em Curitiba", para quem não leu, aqui vai o repeteco:
Hoje na Boca Maldita vi alguns partidários do atual prefeito de Curitiba fingindo surpresa com o desempenho dele na pesquisa Ibope/CBN. Não há surpresa em números pífios para quem faz a opção pela política menor. Em mandato tampão, o prefeito Ducci perdeu-se na mensagem ao investir na propaganda da cidade como seus antecessores, mas abusando da fórmula do esgotado manual de governança da província:
1. Seus antecessores sempre trabalharam a imagem da cidade “colada” à própria imagem (quase que “apolítica” com forte ênfase no perfil técnico – o arquiteto para embelezar, fazer e planejar e o engenheiro para desenvolver, projetar e fazer, etc);
2. Ducci, médico, não investiu na sua imagem técnica e trajou o figurino de seus antecessores, baseado em obras, ao olvidar completamente seu antigo discurso, apoiado na saúde e desenvolvimento social;
3. Barbeiragens políticas ofereceram à opinião pública a imagem de um político confuso, indeciso na hora de negociar e incapaz de reconhecer reivindicações de setores sensíveis e muito próximos da população, como o da saúde e da educação (creche, principalmente, exigência de uma cidade que caminha para o pleno emprego);
4. Ducci não soube interpretar o novo perfil econômico brasileiro refletido na cidade. A nova Classe Média vem sendo regada pelo governo federal há quase 10 anos, com novas demandas em relação ao município.
5. A nova Classe Média tem carro, mas não tem uma cidade preparada para o elevado número de automóveis. Ducci não deu a importância devida aos problemas de trânsito e transporte de Curitiba;
6. Ducci não se preocupou com atos impopulares: aumentou as passagens de ônibus; não melhorou o transporte coletivo e insistiu na manutenção da estrutura arrecadatória baseada em multas;
7. A propaganda do governo Federal demonstra eficiência e hoje o curitibano sabe diferenciar as obras e respectivas autorias; o bom momento da economia e as obras do governo Federal ofuscam os pacotes de obras pré-eleitorais provincianas;
8. Ducci não soube demonstrar que seu partido participou das grandes vitórias do povo brasileiro no campo econômico – formação de nova e numerosa Classe Média, retirada de milhões da linha da miséria etc;
9. Enfim, Ducci acreditou no mundo encantado que só existe no Palácio 29 de Março.
Assinar:
Postagens (Atom)







