sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sem dinheiro, escolas de samba podem "adiar" Carnaval em Curitiba

As escolas de samba de Curitiba estudam fazer o Carnaval em outra data, talvez no final de março ou abril, caso não saiam os recursos previstos para o evento em tempo hábil. Os trocados da prefeitura estavam previstos para dezembro, mas Ducci, o ex-prefeito de triste memória, não liberou nadinha. Até ontem à noite, a escolas não tinham recebido nada ainda, além de promessas. A Realeza por exemplo, campeã do desfile do ano passado, está tentando recondicionar fantasias de outros carnavais e conta somente com a vontade dos foliões. A escola pretendia sair com pelo menos 300 pessoas na avenida, mas já pensa no corte de 100.
Vítima contumaz do boicote do poder público, o Carnaval de Curitiba ganhou fama de ser ruim. Mas não é ruim porque quer ser ruim, afinal somos todos brasileiros e nascemos com essa festa popular no sangue, faz parte do nosso DNA, embora muita gente da casa grande ache que os curitibanos não são brasileiros e que samba é coisa da senzala.
Portanto, é falsa essa perspectiva da Curitiba branca afastada das tradições nacionais mestiças e negras. Esse discurso do europeu branquinho só serviu e serve para essa corroída elite que defende o granito com nossos impostos nas calçadas do Batel. A elite que vira o rosto para esse povo trabalhador que tem poucas opções de lazer e luta para ter três dias de descontração sem ser obrigado a ficar na frente da TV vendo que o resto do país é feliz. Vendo na Globo que os brasileiros têm direito de ser brasileiros.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Edson Feltrin nos deixou nesta quinta-feira

O que dizer, como reagir, como confortá-lo, amigo,
Diante desse mau hábito humano que é morrer?

Sim, meu bom amigo, temos esse bruto costume
De abandonar o mundo de abrupto e para sempre;
Essa mania de levar pedaços de corações queridos
Para passeios que não sabemos exato destino.

Sim, meu triste amigo, nascemos para os adeuses
Em portos sempre melancólicos e enevoados,
Pois aqui todos estão guardando tempo para a viagem.

Resta-nos viver esperando que o navio se atrase
E que os pedaços tirados com carinho doutras almas
Sejam em nós esperanças de novo encontro
Num grande e apertado abraço de terna saudade.

(Morrer, péssimo costume - José Fernando Nandé)

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Morreu nesta quinta-feira meu amigo Edson Feltrin, advogado e grande militante das causas populares. Durante muito tempo cultivamos o hábito de um encontro de sempre marcado às sete horas da manhã no café da Boca do Brilho, junto com o também advogados Genésio Natividade e Mesael Caetano dos Santos, entre outros. 
Feltrin começou bem sua carreira militante enfrentando a ditadura militar em Maringá. Pouco falava disso, mas foi muito perseguido por causa de seu inquieto espírito revolucionário. Em Curitiba, ajudou a organizar associações de moradores para estabelecer as bases populares para o MDB e os partidos democráticos que se seguiriam a partir deste.
Durante as eleições do ano passado, já muito doente e magro, Feltrin foi para o sacrifício, sendo um dos entusiastas da passagem do PDT para o segundo turno em Curitiba, mesmo contra todas as perspectivas negativas plantadas pelas pesquisas equivocadas. 
Com a vitória, na última conversa que tivemos, Feltrin demonstrava desânimo pois achava que não receberia  o devido reconhecimento pelo trabalho na campanha, principalmente depois das primeiras nomeações em que não se contemplavam nomes do PDT (permitam-me guardar esses comentários comigo, porque são contundentes e porque partiram de quem hoje aqui não pode comprová-los).
Morreu e amanhã não vai estar no café, somente a ausência se fará presente. O encontro de sempre fica por enquanto adiado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desarmamento nos EUA começa pelo emocional

A Casa Branca iniciou a campanha contra a posse de armas, questão extremamente delicada nos EUA. O convencimento psicológico começa pelo emocional da população ao se divulgar uma carta de uma menina de oito anos pede ação contra a violência nos EUA. Notem aqui, caros comunicadores, como se coloca adiante uma ação de Relações Públicas, como se define uma pauta aparentemente impopular e que certamente vai se tornar uma causa popular. Mais não digo!


Aproveite e dê uma olhada no site www.whitehouse.gov e compare com os sites jacus de governos que temos por aqui. 

O passe escolar é outro granito no caminho de Fruet


Entra ano e sai ano e a história é a mesma, os estudantes de Curitiba não têm acesso garantido ao passe escolar 100% gratuito e válido para todos como se dá em várias cidades brasileiras. Sem bola de cristal, apenas conhecendo como funciona a bagaça, prevemos já para o início das aulas, mais um embate desgastante para o prefeito Gustavo Fruet em relação ao transporte coletivo. Só para lembrar, o barulho sempre fica por conta das entidades estudantis, os pula-catracas, sob o comando do PCdoB que não faz parte da base de apoio de Fruet.
Até o ano passado, e esperamos que isso mude, para se ter direito a meio passe escolar, era necessário que o estudante apresentasse uma espécie de "atestado de pobreza" à Prefeitura de Curitiba. Ou seja, o cara só vai de ônibus para a escola se provar que é miserável e tenha R$ 1,30 para pagar o meio passe. Os antigos prefeitos de Curitiba diziam que assim se evitavam "injustiças" e se afastariam os ricos de tal "benefício" restrito aos pobres!
Atestado de pobreza, senhores do século XXI!!!! Pensei que esta aberração havia sido suprimida dos nossos bárbaros costumes. Criam dificuldades para não conceder o que é um direito: acesso à educação.

Aqui, não basta ser pobre, há de se provar que é pobre.

Meados da década de 70, agricultura em crise, também precisei do tal atestado de pobreza para ter direito a livros na escola.
O esquema: mostravam-se os atestados na escola e ganhávamos os livros da Fename - Fundação Nacional do Material Escolar - ligada ao governo Federal. Os milicos acreditavam que a Fename iria dar um jeito na ignorância nacional.
A ditadura acabou, a Fename foi para o espaço e a ignorância nacional ganhou exuberância. Depois foi soprada pelos ventos do tempo e suave acomodou-se, doce e tranquilamente, na administração de certas prefeituras.
Consegui o atestado na Delegacia de Polícia de Cianorte. Fui até lá e conheci um escroque que atendia aos miseráveis - trabalhadores rurais desempregados - e às putas que tiravam suas licenças por meio de uma carteira de bailarina, tão vil quanto os atestados de pobreza.
O escroque cobrava uma taxa de todo mundo, conforme a cara do peão. Ele pegava o dinheiro rapidamente e fazia as notas sumirem no próprio bolso, sem cerimônia, sem vergonha.
Assim, ainda criança, tive o meu primeiro contato com os que faturam com a miséria alheia. Eita turminha que cresce!
Paguei três cruzeiros para ter a merda do atestado que teoricamente seria de graça. Consegui o dinheiro vendendo garrafa vazia. (Só para comparar, a entrada do cinema custava um cruzeiro).
Ganhei uma borracha, régua de plástico, compasso, dois lápis pretos e uns livros. O de Literatura Portuguesa nunca usei em sala de aula, a professora simplesmente ignorou o livrão de capa dura e de conteúdo duvidoso, preferiu ditar os pontos.
Guardo esse livro em casa até hoje. Certas coisas são inexplicáveis, mas a ditadura achou que Florbela Espanca poderia ser publicada e apresentada aos ignorantes brasileiros. Pelo menos dois poemas da poeta estão lá, talvez para provar que há poesia mesmo na pobreza atestada.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Rede social e comunicação

Então você acha que rede social é um modismo apenas e que não tem peso na formação da opinião pública? Então, fale isso para a equipe de comunicação do Obama e continue esperando ótimos índices de popularidade!

Marchinha do piá de prédio

Eu nasci bonito
E moro no Batel
Mamãe passou talquinho
Papai vive de aluguel

Tenho ideias de jerico
E cabeça de pastel
Sou piá de prédio, esquisito
Mas vou ter grande papel
Eu vou ser corno e político
E mandar forrar até o céu
Nossa Curitiba de granito.

Eu nasci bonito
E moro no Batel
Mamãe passou talquinho
Papai vive de aluguel.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fruet é vítima de pauta negativa imposta por empresas de ônibus

A pauta antecipada imposta pelas empresas de ônibus sobre o aumento da tarifa em Curitiba continua rendendo negativamente contra Fruet nos jornais e TV. Vão ser três meses de desgaste. Não adianta dar o nome aos bois somente depois do desgaste, tem que ser agora. Cadê a capacidade de impor a própria pauta?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O granito do jerico na Avenida Batel

Rua dos boys e playboys
Calçada com rico granito
Quem foi que teve essa ideia
Digna de um jerico?


FALTA EXPLICAR: QUAL É A EMPRESA QUE FORNECE O GRANITO E QUAL A EMPREITEIRA CONTRATADA.

VEJA O QUE FALA O PORTAL G1:

A instalação de calçadas de granito na Avenida Bispo Dom Josém, em Curitiba, causou polêmica entre os moradores da região. Com 1 km de extensão, as calçadas fazem parte do projeto de revitalização do local, que ainda contará com a troca do asfalto e a melhoria do paisagismo e da iluminação. A reforma irá custar R$ 3 milhões para os cofres públicos.

“É um dinheiro que poderia ser investido em várias coisas e vão investir em uma calçada de granito”, disse o taxista Leandro Casagrande.

Márcio Bizinellu, que também é taxista, acredita que a calçada de granito seja um “embelezamento desnecessário”. Ele ainda completou: “É só porque é Batel. Existem tantas prioridades e coisas a serem revistas nessa cidade. Eu acho que é um exagero”, concluiu.

Para a aposentada Iara Schiliesing, a obra deveria ser para aumentar a largura da rua. “O Batel já estava bom. Acho que tinha que diminuir as calçadas e aumentar o fluxo de veículos. Já é complicado, vai ficar ainda pior”.

A Prefeitura informou que o projeto faz parte da gestão anterior e estão sendo avaliados. Na próxima semana, um posicionamento oficial sobre a revitalização do Batel deve ser divulgado.

Fonte: G1

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quem disse que Curitiba não tem Carnaval?

Talvez tenham consciência disso, provavelmente não tenham. Por isso insisto, o maior erro das administrações anteriores de Curitiba, foi crer que cultura era produzida na usina dos burocratas. Chegaram ao ponto de coibir as manifestações culturais espontâneas, populares e da vontade do povo. Perderam. Estão aí os Garibaldis e Sacis para comprovar o que afirmamos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Em Portugal

Em Portugal, os nossos poemas estão em folhinhas distribuídas em Lisboa. Aqui, na Terra de Santa Cruz, no blog http://versoserimas.blogspot.com.br/

Paraná só funciona na propaganda

Procuro há dias no Google Mapas onde fica aquele Estado bacana que a propaganda do Berto Richa mostra na televisão.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ministério Público deve acompanhar greve de ônibus em Curitiba

As empresas do transporte coletivo de Curitiba se constituem hoje num oligopólio comandado por 4 famílias. Qualquer estudante do primeiro ano de Economia sabe que oligopólios são perigosos para a Economia e, em especial, a popular, porque podem combinar preços e salários, causando prejuízos ao consumidor. Uma das armas desse tipo de associação empresarial é o locaute, greve provocada e incentivada pelos donos das empresas que podem assim ter uma desculpa para a majoração dos preços de seus produtos, ou no caso, serviços.
Monopólios, oligopólios e o locaute são tão nocivos ao capitalismo que até mesmo os capitalistas os condenam. A legislação brasileira prevê ações contra o oligopólio e proíbe o locaute.
Caso se confirme para esta sexta-feira a greve dos motoristas e cobradores de uma empresa de Curitiba que estaria devendo salários para seus trabalhadores, sugerimos à Prefeitura de Curitiba convites para os representantes do Ministério Público do Trabalho e Superintendência Regional do Trabalho para acompanharem o caso, inclusive durante as negociações da data-base da categoria laboral.  

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

As jogadas no xadrez do transporte coletivo de Curitiba:

1. Berto Richa diz que não sabe se continua bancando o subsídio às tarifas de ônibus;
2. Empresas dizem que o sistema está quase falido - tarifa indicada é de R$ 3,10;
3. Em sua primeira entrevista como prefeito, Fruet admite que tarifa pode subir;
4. Berto tem um ataque de bondade e diz que subsídio deve continuar até abril;
5. Em fevereiro começam as negociações referentes à data-base dos motoristas;
6. Qualquer acordo vai determinar majoração nas tarifas; greve não está descartada;
7. Prefeitura anuncia aumento para março;
8. Em abril, Berto alega que o Tesouro não comporta mais o subsídio;
9. Novo aumento ou prefeitura arca com o prejuízo.

Caos na Saúde de Curitiba precisa de solução urgente

Começou a pauleira na imprensa. Cem dias é muito para quem precisa das Unidades de Saúde de Curitiba. Força tarefa já para resolver os problemas deixados por Ducci. Pela dinâmica da eleição, Fruet teve que fazer muitas promessas e a expectativa da população é grande. Em cem dias, o que é expectativa pode se tornar decepção fácil, fácil. O trabalho tem que ser efetivo, não adianta culpar somente os antecessores, o povo é prático, trocou o governo na esperança de melhorias principalmente nesse serviço. Quem está doente não está preocupado com os 15% de economia na administração, com a análise de obras e pagamentos retidos. Quem está doente preocupa-se com a vida, com o descaso que continua sendo tratado nas Unidades de Saúde.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Aumento do ônibus é o primeiro desgaste imposto pela oposição a Fruet

Foi uma jogada de risco a provocação dos empresários do transporte coletivo ao colocarem no patamar de R$ 3,10 a nova tarifa de ônibus em Curitiba. A priori conseguiram pautar o prefeito Gustavo Fruet e a imprensa num assunto que deveria vir à tona somente em fevereiro com as negociações da data-base da categoria dos motoristas e cobradores. Com essa antecipação, os empresários deram à oposição de Fruet os primeiros elementos para o desgaste político de início de governo num assunto de interesse público, mas que responde a interesses privados, manutenção de privilégios e ao status quo de absoluto mando na cidade.
Na análise dos empresários e oposição, poucas são as opções de Fruet, já que o sistema todo coloca o prefeito refém de uma planilha caixa-preta aprimorada em maldades desde o século passado e que refletem os números da chantagem. Fruet poderia bater de frente com esses empresários e simplesmente jogar com com o apoio popular obtido nas urnas e buscar outras formas para manter a tarifa, denunciando as causas que elevam seus custos, como o uso eleitoral que dela foi feita pelo atual governador Beto Richa quando se elegeu prefeito. Ou ainda, na incapacidade dos antigos governantes de projetar alternativas de transporte na cidade. Ações temerárias diante de uma Câmara em que a maioria é construída em acordos políticos e diante da histórica simpatia de boa parte dos vereadores aos empresários do transporte coletivo. E mais temerária ainda, ao se notar o comportamento do sindicato laboral em situações similares anteriores, sempre disposto a colaborar com o locaute patronal. Ou seja, a população poderia viver o caos de uma longa greve e a cidade simplesmente pararia com desdobramentos nefastos para ambos os lados.
Outra possibilidade para Fruet seria a negociação que, na antecipação de pauta, colabora com o desgaste prematuro do governo que toma posse. Ao manter-se o assunto na mídia, as verdadeiras prioridades do governo irão figurar nos jornais num segundo plano e qualquer avanço que se consiga, na Saúde por exemplo, virá envolto pela névoa da pauta principal que deve se arrastar durante este primeiro trimestre. Ao negociar e dependendo do resultado, Fruet pode construir duas imagens para seu governo: conciliador e forte, no caso de resultados positivos; ou vacilante e fraco, no caso de resultados negativos.
Ao tomar posse, Fruet parece ter apostado na negociação, mas cometeu ato falho ao dizer o que os empresários queriam ouvir e o que a população não queria escutar. Ele admitiu que a tarifa deve subir por causa de "interesses poderosos". Ora, mesmo que se considere a engenharia na obtenção de apoios na Câmara, em que o café de certos grupos de interesse precisa ser adoçado, a negociação com os empresários parte de um viés de alta na tarifa, não efetivamente dos R$ 3,10 propostos, mas de uma valor dentro do intervalo dos atuais R$ 2,60 e o limite superior almejado pelos donos das empresas. 
Ouvir o povo seria uma boa saída para resolver esse problema posto na mesa prematuramente. Hoje, agora mesmo, nos pontos de ônibus em que os passageiros são mal abrigados da chuva e frio, ou dentro dos veículos lotados em horário de pico, qualquer conversa de aumento na tarifa soa como uma provocação, uma brincadeira de péssimo gosto para quem quer ir para a escola ou trabalho com pelo menos o mínimo de respeito e algum conforto.