Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O playboy que plantava capim e os furtos famélicos


Filho de nobre e opulenta família,
Que se limpava com notas de cem paus,
Quis o playboy preencher seu ócio,
Vácuo, que chamava vazio existencial.

Foi então que entrou para o Partido Verde,
Para o Greenpeace, ongs et cetera e tal.
Iria defender as pobres plantinhas,
Seria um soldado do universo animal.

Um dia descobriu um pé de capim
Que cuidou de forma genial,
Com adubo orgânico, merda pura,
Uma boa e fina destilada bosta,
Cem por cento isenta de sal.

Mas, eis que num belo dia de sol,
O rapaz de vazio preenchido
Encontrou o seu capinzal
Todo coberto de lagartos fedidos.

Ele ficou numa dúvida tremenda:
Deixaria os bichinhos comer o capim,
Ou daria fim aos invasores chatos?

Ruminou muito tempo assim pensando
No dilema que se lhe oferecia:
Não poderia matar os bichinhos
Mas também não poderia
Deixar de lado o lindo matinho.

E por fim, pensando o mundo,
O soldado da natureza se descuidou...
E veio uma vaca magra e faminta
Que ao enxergar tão lindo pasto
Rápido e rapidinho não vacilou,
Comeu tudo e bem comido,
Inclusive os suculentos lagartos
Misturados ao estrume fresquinho
Arrancado de uma criação de patos.

O playboy chorou, chegou a se desesperar
Mas, depois, pensou um pouco
E achou que devia a vaca adotar.

Foi buscar para o bicho comida natural.
Mas, quando voltou ao mesmo local,
Viu crianças pobres e famélicas
Num churrasco improvisado,
A descarnar o magro animal.

O jovem soldado da natureza
Revoltado com a audácia da pobreza,
Foi à polícia denunciar a safadeza:

"Seu delegado, amigão do meu papai,
Escreva e bem escrito o que aqui vai:
Quero denunciar um crime hediondo,
Um crime violento e ambiental.
Uns pobres meninos, uns mortos de fome,
Comeram minha vaquinha,
Que se alimentara do lagarto,
Que se alimentara do capim,
Que se alimentara da bosta,
Cem por cento isenta de sal;
Quero deixar registrado,
Isso é crime inafiançável,
Prenda-os e os quebre de pau!" (José Fernando Nandé)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Prefeitura de Curitiba e o efeito estufa não medido


Bem que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente tentou, mas ninguém atendeu ao convite (001/2008) que pretendia contratar empresa especializada para a elaboração do inventário de emissões de gases do efeito estufa em Curitiba. Parecer da comissão de licitação: "Deserto", ou seja, ninguém apareceu para medir a bagaça.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Curitiba, a cidade dos rios mortos


Rios de esgotos são as artérias de nossa Curitiba. De acordo com o Índice da Qualidade da Água (IQA) feito pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), dos vinte pontos monitorados nos rios de Curitiba, 50% se encontram ruins, 35% péssimo e 15% razoável.

Dos três pontos de monitoramento do rio Barigüi, estão classificadas como ruins as estações Seminário, com índice 47, e Ponte da Caximba, com 30. A situação está mais crítica na Foz do rio Água Verde, que sempre permaneceu na categoria de qualidade péssima em todos os monitoramentos já realizados, atualmente está com um IQA de 12, péssimo de acordo com o a pesquisa.
Outro ponto que nunca alcançou números que não o classificassem como categoria péssima foi a Foz do Rio Ivo. Atualmente está com um IQA de 20. A estação do Rio Fany e a estação Jardim Paranaense, no rio Padilha estão com o 19 e a Foz do Rio Parolin está com 25, todos considerados péssimos.
O rio Iguaçu é classificado como ruim nos dois pontos de monitoramento, ETE-Sanepar e Montante do Maurício.
Esse rio é o que mais sofre com essa baixa qualidade da água, pois recebe toda a poluição oriunda de Curitiba e Região Metropolitana, tendo sua qualidade comprometida, inclusive para o abastecimento público – com exceção de suas nascentes.
A Suderhsa realiza o monitoramento do Índice da Qualidade da Água nos rios do Paraná há mais de 40 anos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

De Lula para Marina: canta Gilberto Gil


Marina
Composição: Dorival Caymmi

Marina, morena, Marina
você se pintou
Marina você faça tudo mas
faça o Favor ...
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só seu
Marina, você já é bonita
com o que Deus lhe deu
Já me aborreci, me zanguei,
Já não posso falar
E quando eu me zango, Marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei tanta coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, morena, Marina
Mas eu tô de Mal