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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A indústria da multa coloca o curitibano em risco de morte



A cena - Avenida Visconde de Guarapuava próximo ao Shopping Curitiba - o sinaleiro fecha, pára um ônibus e atrás um carro dirigido por uma senhora. Dois rapazes se aproximam do carro e dão voz de assalto apontando facas para a motorista. A motorista reage, os moradores e comerciantes da região começam a gritar, os assaltantes fogem. A motorista era cardíaca e quase tem um ataque do coração, precisou ser socorrida. Horário: meio-dia de hoje.

A conversa mole da prefeitura de Curitiba - E vem a Urbs dizer que está estudando "perdoar" as multas de quem fura o sinal depois da meia-noite. Vamos fazer um teste, desafiando o senhor Marcos Isfer e outros diretores da Urbs a ficarem parados nos sinaleiros de Curitiba. Vamos ver se os caras têm coragem de ficar dando sopa para o azar em algumas vias e sair pelo menos com a roupa do corpo.

Não adianta o prefeito asterisco Ducci dizer que o problema de segurança é do estado. Nos cruzamentos o problema de segurança também é da prefeitura, pois se lá tivéssemos agentes de trânsito em vez dos radares, os marginais não agiriam.

A imprensa engole a conversa mole da prefeitura de que os radares vão dar um jeito no trânsito de Curitiba. Vão dar um jeito sim, no bolso dos donos das empresas que ganham com os equipamentos e de quem está faturando alto em cima da boa-fé dos curitibanos. Com o dinheiro que a prefeitura gasta para manter os radares daria para contratar centenas de agentes de trânsito. Mas isso não interessa à indústria da multa e nem para o furo de caixa da Urbs.