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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Festa de formatura que começou há 36 anos termina hoje

Uma inesquecível festa em 13 de dezembro de 1972, interrompida e censurada pela ditadura militar, terá o tão esperado fim hoje. Às 11h, na Capela Ecumênica da Uerj, a turma de Medicina de 1972 completará a cerimônia de formatura e realizará um sonho de 36 anos. Os ‘formandos’ homenagearão o amigo e patrono Luiz Paulo da Cruz Nunes, morto em 1968 em confronto com soldados.

“Queríamos homenagear o Luiz. Na nossa colação, gritamos o nome dele, e o reitor encerrou o evento sem nos graduar. Foi uma frustração sem tamanho”, lembra, emocionado, Iveraldo Carvalho Pessôa, médico ortopedista, ex-secretário de Saúde de Caxias e um dos 102 formandos.

O discurso original foi censurado, e a oradora, Telma Ruth Pereira Silveira, proibida de citar o colega morto. “A Telma recebeu a permissão para o discurso, foi ao púlpito e folheou, em silêncio, cinco páginas em branco”, lembra o pediatra Roberto dos Passos. (O Dia).

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Arquivos da ditadura (os que sobraram) vão ser abertos

O ministro interino da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, afirmou na manhã desta sexta-feira que nos próximos dias o governo deverá ter uma posição clara sobre como e quando os arquivos da ditadura serão abertos. "A ministra Dilma Rousseff está coordenando os trabalhos de abertura desses arquivos e estamos discutindo de que maneira isso pode acontecer da forma mais transparente possível. Nos próximos dias, teremos avanços". Barreto disse ainda que apenas os arquivos secretos e ultra-secretos serão mantidos em sigilo.
O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, afirmou que muitos documentos foram queimados com base na legislação da época. "Os arquivos foram queimados com base na legislação de cada época. Essa legislação exigia um termo de destruição de arquivo, com o responsável pela destruição e com testemunhas. A ministra Dilma pediu esses termos e a resposta cínica foi que os termos foram destruídos junto com os arquivos".
Vannuchi e Barreto falaram na abertura da sessão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que julga hoje 13 processos de religiosos perseguidos pela ditadura militar.
A Casa Civil está conduzindo as discussões de como esses arquivos poderão ser abertos à população.