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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Faltou investimento em trânsito e transporte em Curitiba


Especialistas em trânsito acreditam que faltou investimento no setor. “Várias gestões se preocuparam apenas com o pontual, vendo só dois, três anos à frente. Ninguém quis investir a longo prazo”, aponta o engenheiro civil Eduardo Ratton, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele diz acreditar que com a baixa qualidade do transporte, quem puder, vai migrar para o carro, o que deixará o trânsito um caos ainda maior. Como solução, Ratton diz que há medidas pontuais, como a construção de trincheiras, viadutos e a sinalização inteligente. A longo prazo, deveriam ser criadas soluções para evitar o deslocamento das pessoas e descentralizar a vida na cidade, criando pólos nos bairros. Professores da UFPR, Pedro Akishino e Camilo Borges Neto afirmam que é difícil solucionar o problema. “O metrô é caro. Para haver financiamento é preciso que as empresas tenham certeza de retorno. E o tempo de obra é muito extenso”, dizem. Ao contrário de Curitiba, em Bogotá, na Colômbia, as vias exclusivas dos biarticulados permitem ultrapassagem, o que garante mais eficiência e rapidez ao sistema. “E agora, como vão alargar a República Argentina?”, questionam os pesquisadores. Mais...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Draconiana, lei seca deve ser modificada


É raro, raríssimo, a sensatez dar seus ares por Brasília. Mas, às vezes, ela dá um rolé por lá.
Draconiana, pois ignora direitos fundamentais do brasileiro como, por exemplo, o direito de não se incriminar, a lei seca está com seus dias contados. Caso contrário, nossas delegacias ficariam mais lotadas do que já estão.
O mais rápido nem sempre é o mais sensato e eficiente. O problema do álcool se resolve com educação e conscientização e não com prisão apenas. Que tal fazer o sujeito freqüentar sessões do AA e reverter o dinheiro das multas para esta entidade, uma das mais sérias do país?
Em entrevista exibida ontem à noite pelo Jornal da Globo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou a obrigatoriedade de se submeter todos os motoristas a testes de bafômetro. “Ninguém é obrigado a se incriminar. O agente de trânsito pode fazer o teste, se notar sinais externos que indiquem consumo excessivo de álcool”, disse Genro. O ministro adiantou que o governo já tem uma resolução pronta que altera o procedimento das autoridades de trânsito quanto à aplicação da nova lei. Tarso afirmou ainda que é preciso que se estude um limite razoável de tolerância da bebida para que injustiças não sejam cometidas para quem não se excedeu.