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quinta-feira, 25 de março de 2010

A Polícia Federal vai atrás do chefe da quadrilha na AL



A entrada da Polícia Federal para investigar o esquema dos diários fajutos da Assembléia fez muitos dos deputados não pregarem o olho nesta noite de horrores. E bem na hora em que tudo caminhava para uma solução caseira que eles julgavam genial: a "Comissão" bolada pelos membros da mesa diretora da Assembléia e que no fundo iria levar a bagaça na barriga. Tudo baseado no velho adágio da política que diz que, quando se deseja que algo não dê em nada, é só montar uma "comissão" para investigar nada.

O que incomoda os deputados é que a Polícia Federal não vai se contentar com o gerente do esquema apenas, a PF quer a quadrilha inteira e seu chefe. Os recursos tecnológicos para isso são relativamente simples, CPFs dos laranjas, beneficiários do esquema e depósitos em contas bancárias cruzados em um programinha de computador. Tudo deve desaguar em outras contas e outros CPFs. Um caminho que pode ser desvendado rapidamente conforme já nos demonstrou a Polícia Federal em outros casos semelhantes.

Há ainda outros recursos que a PF deve lançar mão e que arrepiam ainda mais essa gente: a delação premiada (a mesma que derrubou Arruda) e o programa de proteção a testemunhas, já que há indícios que algumas foram aconselhadas a tomar chá de sumiço, como bem mostrou as reportagens da Gazeta-RPC. Aliás, que fim deu essa turma?

Conselho: coisas do tipo "você sabe com que está falando?" ou "você sabe quem é meu pai?" deixam a Polícia Federal muito, muito, mas muito nervosa!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Polícia Federal vai ouvir 500 pessoas no caso dos gafanhotos

A Polícia Federal (PF) deve retomar já nos próximos dias os depoimentos das quase 500 pessoas supostamente envolvidas no esquema gafanhoto dentro da Assembléia Legislativa do Paraná no período entre 2001 e 2004. Entre os alvos da investigação da PF estão ex-deputados estaduais, funcionários e ex-servidores da Casa – além das 23 autoridades com foro privilegiado, cujos casos concentram-se no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A participação dos delegados federais é apenas um braço da investigação, que apura a denúncia de que funcionários de alguns gabinetes parlamentares autorizavam que seus salários fossem depositados em uma mesma conta bancária, movimentada pelo deputado ou por parentes e aliados deles. Mais na Gazeta do Povo...