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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Gazeta descobre mais pilantragem na propaganda de Richa



Agora é uma creche da Vila Guaíra que foi anunciada em jornal de deputado que apóia a candidatura de Beto Richa, putus bonus, a governador. É a grana do IPTU do curitibano pagando a campanha eleitoral antecipada e que o TRE e o Ministério Público fingem não ver. Veja abaixo o que os repórteres da Gazeta do Povo Euclides Lucas Garcia e Luiz Carlos da Cruz escrevem. Temos notícias que a picaretagem não é só no Oeste do Paraná, jornais do Norte também receberam uma forcinha da Prefeitura de Curitiba, inclusive no encarte de uma revista com propaganda de Curitiba:

A descoberta de novos anúncios publicados pela prefeitura de Curitiba em jornais do interior coloca em xeque a versão dada pela administração municipal de que houve erro de uma das agências responsáveis pela publicidade do município. Duas edições de novembro do ano passado do jornal Gazeta do Paraná, de Cascavel – que fica a 500 quilômetros de Curitiba –, trazem anúncios da inauguração de uma nova creche na capital. Especialistas afirmam que o caso pode caracterizar crime de responsabilidade e improbidade administrativa e ainda propaganda eleitoral antecipada.

Nos dois novos anúncios descobertos pela Gazeta do Povo, a prefeitura destaca a inauguração da creche Carlos Alberto Pereira de Oliveira, na Vila Guaíra. As propagandas de meia página foram publicadas nas edições de 18 e 25 novembro da Gazeta do Paraná – uma delas já no dia seguinte à inauguração da creche, que ocorreu em 17 de novembro. “Mais creches, mais qualidade na educação infantil. Futuro melhor para as crianças de Curitiba”, diz a mensagem. O texto ainda ressalta que, no ano passado, foram criadas 2.310 vagas nas creches da capital e que mais R$ 25 milhões serão investidos no setor em 2010. Leia mais ma Gazeta do Povo...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Querem calar a boca maldita


O PMDB vai entrar no Tribunal Regional Eleitoral com ação ordinária, com tutela antecipada, contra a portaria do juiz Benjamim Acácio de Moura e Costa, da 178ª Zona Eleitoral, que proíbe propaganda eleitoral na Boca Maldita e em outros locais, espaços e vias de Curitiba. A ação será apresentada pelo advogado Fernando Knoerr na quarta-feira (4).
“A justiça eleitoral tomou uma decisão e todos que acreditam na democracia e que lutaram pelas liberdades públicas têm que reagir. O PMDB vai recorrer. A Boca Maldita é um palco inesquecível das grandes manifestações públicas. É um espaço da democracia e da liberdade”, disse o deputado Luiz Claudio Romanelli, vice-presidente do PMDB do Paraná.
Romanelli lembra que a Boca Maldita recebeu essa alcunha popular durante a ditadura militar (1964-1985) no Brasil porque o espaço na capital paranaense se notabilizou pelo debate aberto de todas as tendências ideológicas. “Foi na Boca Maldita o comício das Diretas Já em 1984. E não pode, por conta de um juiz eleitoral, deixar de ser um espaço das grandes manifestações, da participação de todos os partidos, de todos os candidatos”, disse.
Entre outras proibições, o juiz Benjanim Moura e Costa vetou banners, bandeiras, faixas, flâmulas e cartazes, panfletagem, barracas, entrega de propaganda eleitoral, realização de comícios e showmícios. Além da Boca Maldita, a propaganda está proibida no Largo da Ordem, Avenida Manoel Ribas, Via Vêneto e terminais de ônibus.
Romanelli argumenta que qualquer tipo de manifestação na Boca Maldita não pode estar sujeita à censura prévia. “Temos que tomar medidas judiciais. Um recurso será apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral. O juiz Benjamin Acácio e Costa poderá de próprio punho eventualmente reavaliar a portaria em que determinou a proibição, a utilização da Boca Maldita como um espaço de manifestação pública”.“Não podemos aceitar que naquele espaço - da maior manifestação, do maior comício que essa cidade já viu 1984, no dia 12 de janeiro, quando fizemos o comício das Diretas Já - essa proibição que seguramente afasta o povo e a campanha desse grande logradouro público”, repetiu Romanelli.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Que saudade da Myrtis!


Cortaram o ensino de Latim de boa parte dos cursos de Direito e pelo que parece, a reboque, também o de História. Pois não há outra explicação para a falta de respeito com as tradições históricas que justifique esta proibição de campanhas em feiras e ruas de Curitiba.
Aliás, não é apenas uma tradição curitibana usar as ruas para a propaganda política e principalmente denunciar arbítrios, desmandos do poder público, fofocas e até mesmo casos de adultério. É uma tradição que começa já no desenvolvimento da gravura e escrita e está enraizada em todas as civilizações. Somos o que somos porque aprendemos a berrar em praça pública e porque rabiscamos muros, paredes e cavernas.
Proibir a propaganda de rua é o mesmo que ignorar séculos de história. Em Roma, as propagandas eleitorais se faziam nas vias públicas. Os mercados e os muros eram usados para anunciar ao povo candidatos.
Em Pompéia encontram-se registros desta prática e é pela análise desses "grafites" e ilustrações que temos a noção de boa parte da pronúncia das palavras na época de ouro do Império Romano, principalmente porque o povo grafava as palavras como eram pronunciadas e não como as normas cultas da língua preconizavam.
Assim, Caesar, aparecia grafado como "Caisar", o que elucida a pronúncia do ditongo "ae" na forma de "ai": pronuncia-se portanto /Kaissar/.

Veja alguns exemplos baseados na tradução do que estava num dos muros de Pompéia (foto acima).

C. Iulium Polybium / aed(ilem) o(ro) v(os) f(aciatis), panem bonum fert - (Peço-vos que votem em Júlio Políbio para edil, faz bom pão).

Lucius pinxit - ( Lúcio pintou isto).

Lucrum gaudium - (O lucro faz a felicidade).

Pituita me tenet - (Apanhei uma constipação).

Myrtis bene felas - (Myrtis, tu fazes uns felatios muito agradáveis. - fello ou felo, verbo que significa chupar, mamar).

Pecunia non olet - (O dinheiro não cheira mal).

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Decifrando a cartilha eleitoral


O juiz da 178ª Zona Eleitoral, Benjamim Acácio de Moura e Costa, realiza nesta sexta-feira, às 14 horas, uma reunião com representantes de todos os partidos políticos da Capital.

O encontro tem por objetivo a divulgação das regras gerais para a propaganda eleitoral nas eleições 2008, em Curitiba.

Os partidos serão informados sobre o que poderão ou não realizar em suas campanhas eleitorais neste ano, em termos de publicidade de rua. A reunião será na sala de sessões do TRE, rua João Parolin, 224 - Prado Velho. Da coluna da jornalista Roseli Abrão.