MOTE ALHEIO
Perdigão perdeu a pena,
Não há mal que lhe não venha.
VOLTAS
Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.
Quis voar a uma alta tôrre,
Mas achou-se desasado;
E vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Padre e pastor são o remédio do povo curitibano

Mote
É mais fácil encomendar a alma do povo
Do que gastar com o povo doente.
Glosa
Na Câmara de Curitiba
Está faltando o que fazer,
Agora estão discutindo
Como moribundo benzer;
Se você estiver internado
Pastor e padre vão lhe encher.
O povo anda sem saúde,
Faltam postos e até remédio,
Mas não faltam pastor nem padre
Para dar estes privilégios
Aos que rumam pr'outro mundo:
Reza sem pão e circo sem trapézio!
sexta-feira, 13 de março de 2009
De joelhos para o prefeito
Mote
Vereadores tomem tento
E pensem no ditado,
Não é do feitio do homem
Viver ajoelhado.
Glosa
O prefeito é suspeito,
Por jornal denunciado.
O povo quer a CPI
Para apurar o desviado
Pela empreiteira Iguatemi
E outros paus-mandados.
Na Saúde a coisa fede
Só o vereador não sente;
Ele pensa que o povo esquece
Da corja, dos assaltantes,
Mas o povo vai dar c'o pé
Na bunda deste farsante!
Vereadores tomem tento
E pensem no ditado,
Não é do feitio do homem
Viver ajoelhado.
Glosa
O prefeito é suspeito,
Por jornal denunciado.
O povo quer a CPI
Para apurar o desviado
Pela empreiteira Iguatemi
E outros paus-mandados.
Na Saúde a coisa fede
Só o vereador não sente;
Ele pensa que o povo esquece
Da corja, dos assaltantes,
Mas o povo vai dar c'o pé
Na bunda deste farsante!
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