quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
O racismo no Grêmio de Porto Alegre e o hino do time
Releio o livro do velho e bom Lupicínio Rodrigues, na realidade crônicas organizada por seu filho homônimo. São histórias publicadas no jornal Última Hora (1963) em que Lupicínio explica como escreveu suas músicas. São vários episódios de humor refinado e nada politicamente corretos. Numa delas, o gaúcho explicava o absurdo de escrever a letra do hino para um time com raízes racistas. "O Grêmio foi o último time a aceitar a raça, porque em seus estatutos constava uma cláusula que dizia que ele perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de cor em seus quadros"... Esse livro que nunca mais vi nas livrarias - título: Foi Assim - é da LP&M.
Barulheira agora tem lei. Mas esta lei vai ser observada?
Neste instante entrou no site da Alep matéria informando que foi aprovada hoje a proposição do deputado Luiz Eduardo Cheida “que proíbe a utilização de equipamentos em veículos automotores que produzam som em nível de volume acima de 80 decibéis, medidos a sete metros de distância em vias públicas”. Neste exato momento um carro “do sonho” grita a plenos pulmões atrás da Alep. Uma prova inequívoca que a maioria das leis propostas pelos deputados não resiste a cinco minutos de realidade.
Bom saber...vou ficar de olho
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Roteiro para a avaliação de uma derrota eleitoral
Alguns erros comuns que determinam a derrota nas urnas, de acordo com Hiram Pessoa de Melo, experiente marqueteiro e autor do livro "Ganha Mais quem erra menos:Se você realmente está a fim de se auto-destruir, o caminho mais rápido é perder o controle da boca, dizendo coisas inoportunas, nos momentos mais inadequados.
Fazer um gesto fora dos padrões, também ajuda muito.
Dê margem para a “tropa de emprenhadores de ouvido” instalar um clima de fofocas e intrigas na campanha.
Fique “refém de um pequeno grupo de puxas-saco”, que só dizem o que você quer ouvir. Uma corte disciplinada faz bem para o ego. Creia que o seu pensamento e o de seu entorno represente o pensamento de todo mundo. (J. Napolitan).
Acredite que o conceito de Maquiavel “dividir para reinar” funcione numa campanha política.
Tire a autoridade de seu marqueteiro, solicitando sugestões para outros profissionais.
Incentive a criação de campanhas paralelas, tumultuando a sua equipe de marketing.
Seja ao mesmo tempo candidato, marqueteiro, jornalista e diretor de TV. Afinal, você é autosuficiente. Sabe tudo.
Interfira em tudo na campanha. Seja centralizador. Seja vaidoso, egocêntrico. Não tenha humildade, nem senso crítico. Não saiba ouvir ou só ouça o que você quer ouvir.
Nos momentos adversos, ache que é vítima de uma conspiração.
Não acredite que a realidade é a única verdade (Perón).
Iluda-se, fantasie, viaje na maionese.
Seja o dono de todas as idéias da campanha. Seja o dono da verdade. O pai de Deus.
Trate mal a sua equipe. Seja autoritário, intolerante, grosso. Tenha “faniquitos”. Tenha assessores que sentem ciúmes de homem na política. São ótimos para afastar todo mundo que quer lhe ajudar.
Não interfira nas disputas internas de poder.
Não dê bola para os pequenos detalhes. O diabo mora nos detalhes.
Seja obsessivo, preocupe-se com questões menores e sem importância.
Acredite somente nas pesquisas favoráveis. As desfavoráveis são armação.
Nunca aceite críticas. Quem eles pensam que são para criticar você?
Se transforme num candidato tóxico, contaminando a campanha.
Tenha um “surto de autismo”.
Esqueça-se de amigos aliados.
Esse negócio de campanha política organizada não funciona.
Você tem um bom disco rígido e o software da vitória, basta colocá-lo no drive do computador e dar o enter, que tudo aquilo que deu certo no passado vai dar certo novamente.
Acredite, você é o cara, você tem a força, o fogo sagrado dos deuses.
Nos debates, seja agressivo, ataque. Se pegarem no seu pé, perca as estribeiras, dê um pau no cara.Seja irônico, isso passa um ar de superioridade.
Trabalhe com amadores, centralize e não organize
Profissionalizar as áreas da campanha vai sair muito caro, vamos trabalhar com a turminha.
Para tomar uma decisão, vamos ouvir a opinião de todo mundo, numa assembléia geral.
Qualquer decisão, a menor que seja, tem que passar pelas mãos do candidato.
Tudo tem que girar em torno do candidato.
Não se preocupe com vazamento de informações.
Não estabeleça canais de informação entre o Partido e a campanha.
Não dê bola para o Partido.
Não invista na capacitação da sua equipe geral de campanha.
Deixe os conflitos naturais correrem frouxo. Campanha é isso mesmo.
Fazer planejamento estratégico é pura perda de tempo.
Confie no seu taco, confie na improvisação.
Não gastar dinheiro contratando bons advogados eleitorais. “Vamos trabalhar com uns amigos meus, que manjam alguma coisa de direito eleitoral. Vai ser na faixa”.
Comida para o pessoal do Dia D? Mandem um sanduíche de mortadela com ‘refri’ que está muito bom.
“Marqueteiro porra nenhuma...O marqueteiro soy yo!” Esses caras são todos uns estrelas, donos da verdade. Uns enganadores, que cobram uma fortuna e ainda por cima são cínicos. Quando ganham, o mérito foi só deles e quando perdem, a culpa foi exclusiva do candidato. Mas se mesmo assim vai contratar um marqueteiro, algumas dicas:
Contrate um marqueteiro inexperiente.
Contrate um marqueteiro estrela, desses que são os donos da verdade e que ficam ofendidos por qualquer coisa. É o temperamento deles.
Estimule o conflito interno entre o marqueteiro, a produtora de TV, o pesquisador, a agência de propaganda.
Contrate um publicitário, com experiência mínima em campanha eleitoral.
Estratégia e tática não servem para nada, confie no próprio taco e navegue ao sabor das ondas Não tenha estratégia alguma. Campanha é como uma carroça carregada de abóboras. Na medida em que a carroça anda, as abóboras se acomodam. Voluntarismo e autosuficiência bastam para ganhar.
Deixe questões mal resolvidas e explicadas. (Francisco Ferraz)
Faça mudanças estratégicas constantes para confundir os adversários. Vai confundir os próprios aliados, mas tudo bem.
Achar que a propaganda política supre os déficits da campanha.
Pecar por “maximalismo”, prometer demasiado. (Sanchis)
Seja um candidato camaleão, mude de opinião. Seja inconstante e adote o slogan “eu prefiro ser, uma metamorfose ambulante”.
Mude de personalidade, crie um novo personagem.
Não recorra às pesquisas quantitativas e qualitativas par orientar a estratégia.
Erros de proposta e discurso: vomite qualquer coisa. O eleitor não vai acreditar mesmo
Plano de governo ninguém lê.
A sua plataforma de governo pode ser resumida em palavras de ordem como “choque de gestão”.
Campanha negativa, seja o pitbull da campanha Personalize o ataque, seja você mesmo quem vai botar a cara e bater no adversário.
Faça ataques pessoais, assim você torna o adversário uma vítima.
Deixe sem resposta os ataques negativos contra você.
Não leve em consideração que o seu ataque poderá beneficiar um terceiro.
Responda a todos os ataques compulsivamente.
Jornalista é tudo igual
Contrate um assessor de imprensa que seja amiguinho dos adversários e que goste de fazer média com eles.
Dê emprego para um jornalista despreparado que nunca trabalhou com política.
Pesquisa não resolve nada Economize em pesquisas.
Não acredite nas pesquisas.
Novas tecnologias? O povo não usa a internet
Fazer o mesmo uso que Obama fez da internet vai ser fácil.
Não profissionalize a sua campanha de internet.
Aceite doações em troca de benefícios futuros na sua administração.
“No crea em las brujas”. As balas perdidas só atingem os outros.
Acreditar na Lei da Inércia: Os erros estão aos olhos de todos, mas ninguém toma uma atitude.
A Lei de Murphy nas campanhas políticas é uma bobagem. Você mesmo cria as condições para que tudo dê errado e sempre acaba dando errado... Porque os erros e equívocos, quase sempre são os mesmos e possuem a mesma origem.
domingo, 28 de outubro de 2012
Do que é feito o vento
Quando sopra o vento
E faz tremular as bandeiras
Tingidas do vermelho sangue
De todos os nossos companheiros
Que um dia tombaram na luta
Oiço antigos e silenciosos cantos
Que na voz do vento vão se juntando
A nos dizer ao pé do ouvido
Que o belo neste mundo
É lutar pelo que vale a pena
E que tudo neste mundo
Pode ser modificado pela forte ventania
Que é feita do sopro
Dos últimos suspiros
Daqueles que sofreram na tirana opressão
E num doído gesto de força e convicção
Tiraram do fundo do peito
O grito de liberdade
Porque para o vento não há prisão.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ratinho antecipa discurso da derrota para a Folha de S. Paulo
Ratinho Junior reconhece erros e antecipa discurso da derrota em Curitiba
ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
DE CURITIBA
Após pesquisa Datafolha registrar 17 pontos percentuais de vantagem para seu adversário na reta final da eleição, Ratinho Junior (PSC), que disputa a Prefeitura de Curitiba, já reconhece erros na campanha e diz torcer para que as pesquisas estejam enganadas.
O candidato do PSC, 31 anos e deputado federal em segundo mandato, foi a grande surpresa do primeiro turno. Ficou em primeiro lugar, com 34% dos votos válidos, e deixou para trás o pedetista Gustavo Fruet, apoiado pelo PT dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicações); e Luciano Ducci (PSB), atual prefeito e afilhado político do governador tucano Beto Richa.
Hoje, porém, Ratinho está atrás do adversário. Segundo Datafolha divulgado nesta semana, Fruet tem 52% das intenções de voto, contra 35% de Ratinho. Na pesquisa da semana anterior, ele tinha 36% --a oscilação foi dentro da margem de erro.
"Nós erramos, demoramos a reagir", diz, sobre a campanha no segundo turno.
| Divulgação | ||
| Ratinho Junior (PSC) e Gustavo Fruet (PDT), que irão disputar o segundo turno em Curitiba |
A inércia da candidatura ocorre a despeito de uma mudança de estratégia. Desde a semana passada, ele vem centrando críticas em Fruet, ex-tucano, e em sua aliança com o PT, acusando-o de "contradição". Vinhetas na TV também afirmam que o partido rival "nunca deu certo em prefeituras", numa tentativa de atingir o eleitorado anti-PT.
A avaliação de Ratinho, porém, é que ele não conseguiu atrair os eleitores do atual prefeito. Segundo o Datafolha, 55% dos eleitores de Ducci no primeiro turno declaram voto em Fruet.
"Acho que é pela ligação que ele tinha com o grupo anterior [de Ducci]", diz o candidato do PSC. Fruet saiu do PSDB, que apoia o atual prefeito, no ano passado, e chegou a fazer campanha ao lado de Ducci em 2010.
Ratinho Junior também avalia que errou ao não rebater as acusações de inexperiência, que ocorrem desde o primeiro turno.
"Eles [Ducci e Fruet] me desconstruíram, jogaram uma sensação de insegurança para a população", afirma.
Integrantes da campanha concordam que houve "erro de estratégia", o que causou debates acalorados na coordenação, e "demora" ao mobilizar a militância após o primeiro turno.
Agora, Ratinho diz estar fazendo uma "defesa territorial", indo atrás do eleitor mais pobre e da periferia, que votou nele e em Ducci. A campanha tem reforçado que o candidato, filho do apresentador Ratinho, é "do povão", e apelado pela "virada".
Ratinho não comenta o que fará caso perca a eleição --ele é deputado federal licenciado e tem mandato até 2014.
| Lucas Tófoli/Editoria de Arte/Folhapress | ||
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1175687-ratinho-junior-reconhece-erros-e-antecipa-discurso-da-derrota-em-curitiba.shtml
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Agora, sobra para Ratinho escolher como perder
Em Curitiba, o Datafolha aponta uma vitória com grande
diferença de votos entre os candidatos. Gustavo Fruet aparece no último
levantamento com 52% da preferência do eleitorado contra apenas 35% de Ratinho
Junior, ou 60% para Fruet e 40% para Ratinho, se levarmos em conta somente os
votos válidos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Eleitores que não sabem ou não responderam somam 8% – eram 4% na pesquisa anterior. Votos brancos e nulos somam 5%; o índice na primeira pesquisa do Datafolha era de 8%.
A grosso modo, considerados somente o percentual dos candidatos, são praticamente os mesmos números da primeira pesquisa realizada depois do primeiro turno e que confirma a cristalização dos votos em Fruet e a estagnação da candidatura Junior. Tais números são a razão do baixo nível dos comerciais da campanha de Ratinho, numa tentativa desesperada de provocar uma alteração substancial no que já pode ser considerada uma vitória acachapante de Fruet.
Mas é aí que a porca torce o rabo, a marquetagem de Ratinho
está num dilema que envolve a dosemetria, ou em outras palavras, como
ressuscitar uma candidatura que dá seus últimos suspiros sem matar o moribundo:
e bater com muita força não parece ser uma boa tática, funciona para desopilar
o fígado ou aliviar as mágoas da coordenação de campanha e seus financiadores,
raramente para mudar o resultado de uma eleição com uma diferença tão grande
entre os candidatos.
Outra saída seria mostrar propostas revolucionárias, mas
essas propostas não existem no programa de Ratinho, tudo ali é repetição
medonha da mediocridade que tomou conta dos velhos planejadores da cidade que
estão perfilados ao seu lado.
O último comprimido que sobra no frasco chama-se mobilização
popular, criar eventos gigantes para tentar convencer o eleitorado de que os
números das pesquisas estão errados. Mas também aqui, a campanha de Ratinho não
possui elementos para levar a empreitada adiante. Ele não tem um partido de
massas ao seu lado e também não preparou um exército, mesmo que de mercenários,
para apoiá-lo em grande comício, passeata ou carreata. Reunir tal exército
nessa altura é simplesmente impossível, custaria uma fortuna e os efeitos
seriam pífios.
Neste comprimido também tem outros tipos de agentes mobilizadores
da opinião pública: veículos de comunicação e as redes sociais na internet. Os
veículos de comunicação estão inacessíveis porque são vigiados pela Justiça
Eleitoral.
As redes sociais, desprezadas até o momento por Ratinho,
foram fundamentais para Fruet virar o jogo no primeiro turno, porque de
internauta para internauta se desmistificaram os números das pesquisas
tendenciosas que apontavam outro candidato no segundo turno.
Como disse, a
campanha de Ratinho desprezou ou relegou essa ferramenta ao segundo plano e por
assim ser, ele não pode hoje contar com a web para virar o jogo, são poucos os seus soldados cibernéticos, descoordenados e que não conseguem entender como funcionam as novas
tecnologias e suas linguagens.
Assim posto, sobra para Ratinho a loucura de uma
jogada de risco para uma virada praticamente impossível – tirar de Fruet 17
pontos em menos de 3 dias de campanha - ou terminá-la de forma honrosa, apenas com o propósito de não
fazer feio e se cacifar para outras aventuras em carreira que apenas está
começando.
Berto se manda para não testemunhar desastre eleitoral
O tucano Berto Richa vai dar uma esfriadinha na cabeça no exterior. Não vai ficar nem para ver o triunfo de Fruet e o desastre de Ratinho. Duas semanas fora. O fenomenal estrategista tucano Valdir Rossoni, reeleito presidente da Assembleia, também vai dar no pé, ou fofar a mula, ou ainda esticar o cabelo, como se diz no interior do Paraná, que também ameaça tristes surpresas para o tucanato. Senhores pauteiros, sinto muito, mas aquela matéria manjada de repercussão do resultado das eleições com o vitaminado governador paranaense não rola, consta que ele se manda já no domingo, dia do pleito. Ele viaja com tudo pago por nós e o Estado faz economia até no cafezinho, que beleza!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Carta de um piá pançudo ao Papai-Noel
Ex-quelido Papai-Noel:
Ocê é feio!
Não lespondeu minha cartinha. Pedi uma plefeitula pala blincar e ocê nem deu bola. Estou há quatlo meses me comportando bem. Deixei de fazer xixi na cama. Aplendi a amalar o cordão do sapato sozinho. Até pensei em ir à escola. De hoje em diante estou de mal. Vou contar pra todo mundo que ocê não existe! Barbudo feião e bobão!
Assinado Juninho Junior.
Natal de 2012.
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