terça-feira, 28 de julho de 2009
Crimes ambientais colocam doadora de Beto sob suspeita
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Propaganda e pesquisas fajutas para animar a turma do Beto

Como o Magna Curitiba havia previsto na semana passada (leia post abaixo) saiu a "pesquisa" do Ibope, divulgada pela Band News que tenta livrar a cara da turma do prefeito Beto Richa, putus bonus. Só ficamos espantados com os números, pois na semana passada havia nos chegado percentual mais robusto para Richa. É que, talvez, seria escândalo demais inflar tanto o bom menino. E o negócio, caro eleitor, vai ser este mesmo, uma propaganda aqui e uma pesquisinha ali para dar ânimo aos acuados e felicidade aos puxa-sacos, na inócua tentativa de esconder as maracutaias.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Em meio a suspeitas, Beto Richa viaja para a Europa de férias
Em meio ao acúmulo de suspeitas contra seu mandato, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), saiu de férias ontem e só volta ao Brasil no dia 25. Richa viajou para a Europa com a mulher, Fernanda Richa, e os filhos sem compromissos oficiais.
Richa saiu de férias durante o recesso na Câmara Municipal, que esfriou a possibilidade de ser instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-lo das suspeitas de fazer caixa dois para financiar sua reeleição em 2008.
Para que a CPI seja instalada, são necessárias as adesões de pelo menos 13 dos 38 vereadores da Câmara. A oposição, no entanto, só conseguiu colher seis assinaturas até agora.
As suspeitas contra Richa aumentaram após a divulgação de um vídeo em que aliados de Richa tentavam desqualificar as suspeitas de caixa dois.
As imagens, no entanto, apontam novas irregularidades, como fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana. O esquema teria gerado R$ 334 mil para a campanha de Richa, segundo reportagem da Agência Folha.
Por meio da assessoria, o prefeito de Curitiba disse "não ter nada para esconder", voltando a afirmar que sua prestação de contas à Justiça Eleitoral não contém irregularidades.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As versões puxa-sacos do Caixa 2 na prefeitura

Os puxa-sacos do prefeito Beto Richa, putus bonus, estão tendo muito trabalho neste frio inverno do ano da graça de 2009. Agora deram para fazer reuniões com os funcionários da prefeitura, principalmente com os que tem algum cargo e mando sobre os bagrinhos. A ordem é passar a versão oficial do escândalo do Caixa 2: o prefeito não sabia de nada, não viu nada e os secretários envolvidos foram nomeados por eles mesmos. E é tudo culpa do Requião que não gosta do nosso bom menino.
domingo, 12 de julho de 2009
Vídeos gravados por aliados de Beto Richa levantam mais suspeitas contra o prefeito
JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
Um vídeo gravado por dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para tentar desqualificar denúncias de irregularidades na campanha eleitoral que reelegeu o tucano em 2008, acabou por levantar mais suspeitas sobre a existência de um suposto caixa dois na campanha.
O vídeo foi gravado pelo procurador-geral do município, Ivan Bonilha, e pelo diretor de Transportes da URBS (empresa municipal que administra o transporte coletivo), Fernando Ghignone. Na gravação, eles conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente.
Oriente trabalhou em um comitê de apoio a Richa em 2008. Foi ele quem levou à Procuradoria Regional Eleitoral, no fim do mês passado, a acusação de que esse comitê supostamente recebeu recursos de caixa dois --o que detonou uma crise na administração tucana. A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence a holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa em 2008.
Nas eleições daquele ano, Ghignone era o coordenador financeiro da campanha de Richa e Bonilha era o advogado tucano da campanha. Com mais de três horas de gravação, o vídeo registra conversas entre eles e Oriente em 10, 11 e 13 de junho deste ano. As gravações foram feitas no escritório da distribuidora de livros de Ghignone. No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou ao jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo, em que Oriente fala que existia ''pressão'' de opositores de Richa para que as denúncias fossem feitas.
A íntegra do vídeo, no entanto, mostra que Oriente também citou na conversa uma série de outros supostos casos de corrupção na Prefeitura de Curitiba e de fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana. Oriente afirma a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ambientais e urbanos em depoimento ao Nurce (Núcleo de Repressão ao Crime Econômico), órgão da Polícia Civil do Paraná.
Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone dizem que ''irão tomar providências''. A íntegra da fita foi entregue à Folha pelo próprio Richa, que também a encaminhou ao MPF (Ministério Público Federal). Na gravação, Oriente diz que a Piemonte negociou com Richa --entre o final de 2007 e o início de 2008-- que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos em um loteamento não fosse para os cofres públicos, mas sim para a campanha tucana. ''A prefeitura lança o IPTU para a Piemonte, a Piemonte pega aquele IPTU e, em vez de pagar, resolve não pagar, ficar com o dinheiro. Então foi feito um acordo, que eu participei dele com o prefeito, em que a Piemonte iria doar esse dinheiro para a campanha."
O esquema gerou R$ 334 mil para a campanha de Richa, diz Oriente. Ele afirma que R$ 200 mil foram o comitê central de Richa e o restante foi entregue a comitês pró-Richa espalhados pelos bairros de Curitiba. Segundo ele, o dinheiro nem saiu dos cofres da Piemonte, que cobrou o IPTU dos compradores de lotes. A prestação de contas de Richa ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aponta a Piemonte como doadora de R$ 201 mil à sua candidatura.
Ouvido ontem pela Folha, Oriente reafirmou sua versão e disse que o montante não declarado ao TRE foi para o caixa dois da campanha. A seus interlocutores no vídeo Oriente diz que a Piemonte subornou um funcionário municipal para aterrar a nascente de um rio na zona sul de Curitiba para implantar um loteamento com 479 lotes.
A assessoria de Richa, membros da coordenação de sua campanha à reeleição e a direção da empresa Piemonte contestaram as afirmações do ex-gerente comercial Rodrigo Oriente. Todos negam a veracidade das denúncias apresentadas por ele nas gravações. Eles questionaram por que Oriente não trouxe a público os documentos que afirma dispor para comprovar as denúncias que apresentou à polícia.
O diretor-geral da Piemonte, Rui Demeterco, classificou as denúncias de "levianas". De acordo com o empresário, Oriente coordenava uma equipe de vendas de lotes e jamais participou de reuniões que decidiam os rumos da empresa. Demeterco disse que os repasses à campanha de Richa foram declarados à Justiça Eleitoral. Ele apontou como "loucura" as afirmações de Oriente sobre supostas negociações envolvendo uso de dinheiro do IPTU de moradores de um loteamento na campanha tucana.
Oriente foi demitido da Piemonte no ano passado, após seis anos de empresa, mas o empresário disse que não iria dar detalhes sobre os motivos da dispensa. Fernando Ghignone, que atuou na coordenação financeira da campanha de Richa, diz que as gravações foram feitas em seu escritório para comprovar eventual "achaque" de Oriente, o que não aconteceu.
O procurador-geral de Curitiba, Ivan Bonilha, disse que determinou a instauração de 14 sindicâncias administrativas após as conversas que ele e Ghignone tiveram com Oriente. Segundo Bonilha, Oriente disse que apresentaria documentos que comprovariam suas acusações, o que não teria ocorrido até ontem. Por meio da assessoria, o prefeito de Curitiba disse "não ter nada para esconder", voltando a afirmar que sua prestação de contas à Justiça Eleitoral não contém irregularidades. Como exemplo de transparência, a assessoria de Richa disse que a gravação das conversas com Oriente foram encaminhadas sem cortes à Procuradoria Regional Eleitoral.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
A polícia atrás do secretário
"Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim. Cale a boca. E não cale na boca notícia ruim..."
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Malucelli afirma que permanece no governo
Os vereadores puti mali não atendem ao apelo do putus bonus

Neste sábado, na Boca Maldita, acontece mais um protesto popular cobrando agilidade da Polícia Federal e do Ministério Público na apuração do Caixa 2 do prefeito Beto Richa, putus bonus. Vários materiais estão sendo produzidos, panfletos, jornais e adesivos para informar a população. Além da denúncia, ganha destaque a lista dos vereadores curitibanos que não querem a CPI na Câmara para investigar o prefeito putus bonus, que brada ao mundo que deseja e quer ser investigado. Vejam que, pelo menos uma vez na vida, vários vereadores de situação não se ajoelham perante os desejos do nosso nobre prefeito, o que prova que eles não têm o rabo preso. Como são puti mali esses vereadores!
A propósito, aqui vai a declinação de putus, i (segunda declinação) nos modos nominativo, vocativo, gentivo, dativo, ablativo e acusativo, tanto no singular quanto no plural:
putus, pute, puti, puto, puto, putum
plural
puti, puti, putorum, putis, putis, putos
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Deputado diz que Beto Richa sabia do esquema do Caixa 2
terça-feira, 30 de junho de 2009
Eu sou vítima do meu sucesso!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ó dó! Richa não explica nada do Caixa 2

Dá uma dó danada escutar o bom menino Beto Richa dizer que não fez arte no Caixa 2: "não fui eu, isso é coisa desses meninos malvados e feiosos que não gostam de mim", insinua Beto, orientado pelos seus brilhantes assessores. Isso não explica nada. Uma semana de escândalos e cada dia um culpado diferente: Alvaro, Requião, Oriente, Luizinho, Zezinho e Huguinho etc.
Aparece mais um fantasma para assombrar Beto Richa

O Caixa 2 do prefeito Beto Richa, nosso guardador de fantasmas e bom menino, é um caso que extrapola os limites das investigações policiais e requer sessões espíritas para ser elucidado. Nunca na história deste país se viu tantos fantasmas e assombrações na prefeitura de Curitiba. Agora, a reportagem da Gazeta do Povo revela mais um:
Na gravação, Cristiane Fonseca Ribeiro – servidora de carreira da Secretaria Municipal do Trabalho – fala do caso com o coordenador do Comitê Lealdade, Alexandre Gardolinski, e confirma que Benedito era funcionário fantasma da prefeitura. Questionada se Richa sabia da situação, Cristiane diz: “Sabia. Isso aí tá no Ministério Público e tudo.” Ela e Gardolinski ainda chamam Benedito de “vagabundo” por ele ter criticado o prefeito em campanha do PMDB em 2008, do então candidato Carlos Moreira Júnior. Cristiane perdeu , na última quarta-feira, uma função gratificada que recebia em cargo de confiança, por determinação do gabinete da prefeitura.
sábado, 27 de junho de 2009
O desespero chega a Rossoni
TRE recebe pedido de cassação de Beto Richa
De acordo com Carla Karpstein, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR) e que participou da elaboração do documento, pelo menos 23 dissidentes do PRTB teriam sido pagos com valores que não foram declarados na prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não se sabe de onde vieram esses recursos e nem quanto tramitou por fora da conta de campanha”, afirmou Carla ao jornal Gazeta do Povo. A Lei Eleitoral permite que os partidos políticos ou as coligações peçam investigação sobre caixa dois (dinheiro não declarado à Justiça ou que não passou pela conta eleitoral do candidato). Detalhes na Gazeta do Povo...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Irmão de Beto Richa foi informado sobre caixa dois, diz relatório
da Agência Folha, em Curitiba
Relatório entregue à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná cita que José Richa Filho, o Pepe, atual secretário de Administração de Curitiba e irmão do prefeito Beto Richa (PSDB), foi informado sobre supostos gastos sem origem comprovada em um comitê eleitoral sob investigação por suspeita de caixa dois. O documento é uma suposta prestação de contas do comitê "Lealdade", formado por dissidentes do PRTB que saíram do partido para apoiar a reeleição de Beto Richa, no ano passado. Os integrantes foram flagrados em vídeos gravados na época da eleição planejando difamar adversários, assinando recibos frios e manipulando dinheiro supostamente sem origem comprovada. A prestação de contas, que menciona o nome do irmão do prefeito e de um dos coordenadores da campanha, o ex-ministro Euclides Scalco, foi encaminhada ao MPF (Ministério Público Federal) pelo construtor Rodrigo Oriente. Ele trabalhava no comitê e denunciou a existência dos vídeos. Segundo Oriente, o documento é assinado por Alexandre Gardolinski, coordenador do comitê. No documento também é mencionado que houve encontros de Gardolinski com Scalco e Pepe para discutir envio de verba e definição do orçamento do comitê, que chegou a R$ 136 mil. O relatório diz que foram repassados R$ 132 mil e gastos R$ 134.139,64. A maior despesas apontada, R$ 56 mil, foi registrada como "ajuda financeira a ex-candidatos [a vereador do PRTB]" que saíram do partido em apoio a Richa. Em depoimento na Procuradoria, há três dias, Oriente disse que os recursos para o funcionamento do comitê vinham da coligação Curitiba O Trabalho Continua, de apoio a Richa. O construtor disse que o dinheiro era repassado a Gardolinski, apontado como o responsável por gravar os vídeos. Gardolinski e outras sete pessoas --entre elas, Manassés Oliveira, então secretário municipal de Assuntos Metropolitanos-- foram demitidos da prefeitura na semana passada, quando Richa disse ter tomado conhecido dos vídeos. Scalco está nos Estados Unidos em visita familiar. Sua assessoria encaminhou e-mail ontem informando que Scalco confirmou ter recebido Oliveira e Gardolinski. Scalco disse que ambos solicitaram recursos para a manutenção do comitê. "Como eles não faziam parte da coligação que apoiava nosso candidato, solicitei a eles que procurassem o comitê encarregado de fornecer material e apoio. Nada mais", diz o e-mail. A assessoria da Prefeitura de Curitiba disse que Pepe não se manifestaria e anunciou ontem que a coordenação da campanha de Richa iniciou auditoria nas 16 mil páginas de prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral. A assessoria informou que haverá uma manifestação após o final dos trabalhos.
O esquema de fazer fantasmas de Richa e o Caixa 2
A revelação de que nunca trabalhou na administração municipal foi feita pelo próprio Oriente no depoimento que ele prestou na Procuradoria Eleitoral, na terça-feira. Segundo a prefeitura, o ex-servidor esteve nos quadros do município por nove meses, entre abril e dezembro do ano passado.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pedro Simon nem em sonho abraça Beto Richa
Caixa 2 de Beto envolve seu irmão, Pepe e Scalco
Documentos entregues à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná sugerem que o secretário da Administração de Curitiba, José Richa Filho, irmão do prefeito Beto Richa, sabia que a coordenação eleitoral do PSDB repassou dinheiro para o comitê de dissidentes do PRTB. Os dissidentes trabalharam na campanha tucana do ano passado. O material foi protocolado na procuradoria pelo ex-servidor municipal Rodrigo Oriente, que trabalhou no Comitê Lealdade, formado pelos dissidentes do PRTB. A procuradoria já abriu uma investigação para apurar o caso.
A documentação ainda indica que Richa Filho teria recebido uma prestação de contas interna dos gastos do comitê de dissidentes que trabalharam na campanha de reeleição do prefeito. Ao menos parte dessas despesas, segundo levantamento da reportagem feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não constam da prestação de contas de Beto Richa à Justiça Eleitoral, o que pode caracterizar caixa 2.
Rodrigo Oriente também entregou à procuradoria documentos que revelariam que o coordenador-geral da campanha de Beto, Euclides Scalco, participou de uma reunião em que foi decidido o orçamento de despesas para o “funcionamento do comitê (Lealdade) e o incentivo para que os candidatos (dissidentes do PRTB) desistissem da candidatura”. Mais na reportagem de Karlos kohlbach na Gazeta do Povo.
