Na estreia do programa eleitoral no rádio, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, declarou-se favorável à vida, em resposta indireta a críticas de que seria defensora do aborto, e seu rival, José Serra (PSDB), exaltou sua experiência e insistiu que Dilma não tem bagagem para presidir o país.
Os dois candidatos também "somaram" seus votos aos conseguidos pela ex-presidenciável do PV, Marina Silva. Dilma disse que os brasileiros deram 67 milhões de votos para mulheres e Serra afirmou que 55 milhões de brasileiros rejeitaram a candidata petista.
Logo no início da propaganda da petista, que manteve o mesmo formato, um dos locutores se disse feliz por poder aprofundar o debate no segundo turno, mas indignado por considerar que Dilma "está sendo vítima de uma das campanhas mais sujas" que já existiram.
O voto religioso tem sido apontado como um dos responsáveis por impedir a vitória de Dilma já no primeiro turno, como era apontado por algumas pesquisas. Uma suposta posição de Dilma favorável ao aborto tem sido motivo de críticas à petista. Ela, no entanto, negou reiteradamente ser favorável ao aborto, que classificou de "uma violência contra a mulher" em debate realizado por entidades católicas no primeiro turno.
"Quero, neste segundo turno fazer uma campanha, antes de tudo, em defesa da vida", disse Dilma durante o programa. "Vamos também debater com muita clareza qual dos dois modelos que estão aí é melhor para o futuro do país. E fazer isso sem mentiras, sem ataques pessoais e sem agressões."
Sob novo formato, a propaganda de Serra voltou a exaltar a experiência do candidato tucano. "O cara só não foi vereador e presidente, o resto já foi tudo. E essa é a principal diferença em relação à Dilma", disse uma locutora.
"Não se pode colocar na cadeira de presidente em janeiro do ano que vem alguém que realmente a população não saiba realmente quem é, o que pensa, o que fez e o que pretende fazer", disse Serra, repetindo o mote usado por sua campanha no primeiro turno de que Dilma não tem experiência para presidir o país.
O presidenciável do PSDB também fez ataques indiretos à denúncias envolvendo o governo federal. "Não há nada pior para o Brasil do que ter governos em que haja mau comportamento, que serve de péssimo exemplo para a população", disse.
"Nós precisamos ter um governo que mostre para a população que trabalhar vale a pena, estudar vale a pena, ser decente vale a pena", completou.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
PT e tucanalha buscam apoio da Assembléia de Deus e outros evangélicos
Desde a primeira Constituição da República, o Estado brasileiro se diz laico. Nesta campanha presidencial, temos a exata noção de que isso não é verdade. A religião continua pautando os candidatos e determinando votos.
O candidato à vice-presidência da República Indio da Costa (DEM), por exemplo, participa nesta quarta-feira, junto com a esposa do presidenciável José Serra (PSDB), Mónica Allende Serra, de um encontro com 30 líderes evangélicas em São Paulo. Entre as igrejas que irão participar do encontro está a Assembleia de Deus, com a qual o PSDB já tem mantido contato.
Os tucanos sinalizam uma aliança com a Assembleia de Deus desde o primeiro turno. Embora a candidata derrotada do PV, Marina Silva - que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial - seja membro da igreja, a direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) manifestou discordâncias políticas com o programa do Partido Verde durante a campanha, já que Marina não se posicionou firmemente contra o aborto.
Tanto o PT quanto o PSDB disputam o eleitorado religioso. Na avaliação dos tucanos, esse setor religioso integra em parte o grupo de eleitores que se coloca a favor de Marina. Uma igreja evangélica importante não participará do encontro nesta quarta - a Universal do Reino de Deus, que apoia declaradamente a candidata petista Dilma Rousseff. O que assusta sobremodo a Globo.
O candidato à vice-presidência da República Indio da Costa (DEM), por exemplo, participa nesta quarta-feira, junto com a esposa do presidenciável José Serra (PSDB), Mónica Allende Serra, de um encontro com 30 líderes evangélicas em São Paulo. Entre as igrejas que irão participar do encontro está a Assembleia de Deus, com a qual o PSDB já tem mantido contato.
Os tucanos sinalizam uma aliança com a Assembleia de Deus desde o primeiro turno. Embora a candidata derrotada do PV, Marina Silva - que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial - seja membro da igreja, a direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) manifestou discordâncias políticas com o programa do Partido Verde durante a campanha, já que Marina não se posicionou firmemente contra o aborto.
Tanto o PT quanto o PSDB disputam o eleitorado religioso. Na avaliação dos tucanos, esse setor religioso integra em parte o grupo de eleitores que se coloca a favor de Marina. Uma igreja evangélica importante não participará do encontro nesta quarta - a Universal do Reino de Deus, que apoia declaradamente a candidata petista Dilma Rousseff. O que assusta sobremodo a Globo.
sábado, 6 de março de 2010
Por que temos que aceitar esta bagaça de Serra ou Dilma?
A discussão Dilma ou Serra para presidente é o atestado de nossa miséria política. Será que, neste Brasilzão, habitado por milhões de brasileiros honestos e trabalhadores, não há pelo menos um nome melhor do que esses? Novamente vamos votar no menos ruim? E não me venham com os mesmos suspeitos de sempre como alternativa: os ciros e áecios da vida também nos forçam trocar o seis por meia-dúzia.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Dilma avança 5 pontos no Datafolha. Serra cai 5 pontos
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Dilma vence guerra do Carnaval na internet

As equipes de marketing, tanto de Dilma quanto de Serra, debatem-se com uma questão de absoluta importância nesta fase pré-eleitoral: como construir uma imagem simpática para seus assessorados, como jogá-los nos braços do povo?
Neste esforço, os marqueteiros de Dilma deram de mil a zero nos de Serra. Basta dar um giro pelo Google e redes sociais para ver que Serra praticamente não existiu durante o reinado de Momo e se existiu, foi de forma negativa. Dilma, agora sempre sorridente, marcou pontos preciosos na divulgação de sua marchinha de carnaval e quando sambou com os garis.
Particularmente, continuo acreditando que o povo ainda vê Serra como ele é, um cara que parece que não dorme, vive em insônia eterna provocada por uma dor de dente incurável. Dilma continua a veterana professora que toma vinagre pela manhã. Pronta para dar um esporro no aluno que não fez a lição direito. Porém, temos que concordar, que os seus marqueteiros estão quase encontrando a fórmula da simpatia, tão cara aos políticos e bota caro nisso! O caminho é a internet, portanto, políticos, está na hora de reinventar o velho abraço com tapinhas nas costas. A onda agora é o abraço virtual. Quem não entendeu isso ainda vai ter uma grande tristeza na apuração das urnas.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cachaça com sal
Stanislaw Takeuspa é um bêbado, mas tem ótima memória. Polaco, morador do bairro da Barreirinha aqui em Curitiba, dono de inseparável rádio portátil AM que funciona com as amarelinhas, ele lembra que o anúncio da Petrobras sobre o petróleo da camada pré-sal foi há 4 anos, em em agosto de 2005. Fazendo seus cálculos, segundo os antigos preceitos e teoremas da Matemática pelo Método Confuso, Takeuspa soma, diminui, multiplica, faz careta, põe a língua pra fora, divide, tira a raiz quadrada e sentencia:
"O 'peraí' que São Paulo quer para analisar o projeto do governo é, no mínimo, mais 4 anos, oito meses e sete dias, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, só 'enSerra' o 'peraí' depois da Dilma."
Como se olhasse para uma bola de cristal, Takeuspa fita o fundo do copo martelo de cachaça e conclui:
"Isso sem considerar que a coisa toda tem que ir para o Senado, e aí pondera-se com o fator Suplicy, o senador conhecido pela rapidez de raciocínio e discursos que nem mesmo ele entende. O risco é a gente virar petróleo para as próximas gerações."
Stanislaw acha bom o pré sal porque isso garante a produção de de cana para álcool etílico no lugar do álcool para combustível.
Cientista amador e bebedor profissional, Stanislaw já tomou etanol e disse que até o fusca que ele tinha na época ficou com dor de cabeça. Mas nem isso apagou sua grande dúvida sobre um subproduto da operação da retirada do petróleo: "o que essa gente vai fazer com tanto sal?!?".
"O 'peraí' que São Paulo quer para analisar o projeto do governo é, no mínimo, mais 4 anos, oito meses e sete dias, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, só 'enSerra' o 'peraí' depois da Dilma."
Como se olhasse para uma bola de cristal, Takeuspa fita o fundo do copo martelo de cachaça e conclui:
"Isso sem considerar que a coisa toda tem que ir para o Senado, e aí pondera-se com o fator Suplicy, o senador conhecido pela rapidez de raciocínio e discursos que nem mesmo ele entende. O risco é a gente virar petróleo para as próximas gerações."
Stanislaw acha bom o pré sal porque isso garante a produção de de cana para álcool etílico no lugar do álcool para combustível.
Cientista amador e bebedor profissional, Stanislaw já tomou etanol e disse que até o fusca que ele tinha na época ficou com dor de cabeça. Mas nem isso apagou sua grande dúvida sobre um subproduto da operação da retirada do petróleo: "o que essa gente vai fazer com tanto sal?!?".
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