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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Palladium é acusado de discriminação

Uma manifestação contra a discriminação dos jovens da periferia reuniu domingo à tarde 500 pessoas em frente ao Shopping Palladium, no bairro Portão. O protesto foi organizado pela Nação Hip Hop. O shopping é acusado de discriminação por não permitir a entrada de rapazes e meninas do movimento hip hop. Comandados pelo coordenador da Nação, Will do Hip-Hop, que que tem mais de uma década de militância na comunidade hip hop e quase duas décadas como organizador de atividades culturais, vários artistas e representantes de grupos fizeram suas intervenções musicais e falaram para a platéia instalada em um trecho de via interditada para obras da Avenida Kennedy. A Polícia Militar acompanhava tudo nas proximidades. Participaram também do protesto a Nação Zulu, entidade internacional, A Frente Revolucionária das Favelas, a Coordenação de Movimentos Sociais e o MH20 – Movimento Hip Hop Organizado. Leia mais no Bem Paraná.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Aí, mano! Frente Revolucionária das Favelas vai protestar no Shopping Palladium


O Magna Curitiba já havia avisado:

O coordenador geral da Nação Hip Hop no Paraná e fundador da Frente Revolucionária das Favelas, Will do Hip Hop, convocou uma manifestação para este sábado, às 14 horas, em frente ao Shopping Palladium, no bairro Portão, em virtude de o estabelecimento comercial ter proibido jovens da periferia de freqüentar o ambiente.De acordo com jovens que foram barrados no estabelecimento, o shopping estaria discriminando a juventude dos bairros na região Sul de Curitiba por considerá-los pobres demais. “O shopping Palladium invadiu a nossa área e ainda quer nos proibir de ir e vir por nos considera pobres. Isso é discriminação”, reclama o líder do movimento Hip Hop.“Queremos ter o direito democrático de ir e vir”, reivindica Will, que espera, neste sábado, centenas de manifestantes em frente ao Shopping Palladium.O líder do Hip Hop garantiu que a manifestação será pacífica. Mais informações com o movimento Hip Hop:41-9672-4857 com Will do Hip Hop - coordenador da manifestaçãoLocal da manifestação: Av. Kennedy, 4121, Shopping Palladium

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Vem aí o MOSH


"Ser pobre não é defeito, queremos nosso direito". Este é o lema que está reunindo esta moçada que é barrada nos shoppings de Curitiba. Ontem foram mais quatro "vileiros" que não puderam entrar no shopping Palladium. A rapaziada (estudantes secundaristas) do Bairro Novo, Boqueirão, Hauer, CIC e Sítio Cercado está formando o Movimento dos Sem Shopping, que promete estrear já no próximo domingo. O Magna Curitiba sugere a sigla: MOSH, simpática, não?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Que ironia: Palladium protegia a cidade!




A pedido de um leitor aqui do Magna Curitiba, amigo e grande radialista:

Qual a origem do nome palladium adotado por um shopping de Curitiba?

palladium tem origem no Latim: estátua de Palas, como era chamada Minerva pelos troianos, que a veneravam como a protetora de sua cidade. É citada na por Vergílio na Eneida (2, 166). Aqui aparece no Nominativo, neutro e pertence à 2ª Declinação. Genitivo singular Palladii.

Na Química aparece na forma aportuguesada Paládio (Pd), semelhante à platina, porém mais dúctil, não oxidável, por isso muito usado em ligas metálicas. Tem aplicações na medicina, odontologia e como catalisador na indústria petroquímica. N = 46.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

"Pobre não entra": a estupidez que vai acabar com o shopping Palladium

O mercado tem suas leis imponderáveis, principalmente numa tarde de domingo. Uma delas diz que há duas coisas que não gostam de andar muito: mula cansada e freguês. Não é só construir um shopping e esperar que os ricos da cidade caiam matando nas compras. Curitiba está cheia de opções e a comodidade, traduzida pela proximidade, ainda conta.

E foi a proximidade que levou um grupo de 150 adolescentes das regiões mais pobres da cidade a querer conhecer o novo shopping. Aliás, o Palladium está no caminho deles. Acostumados com madames e mauricinhos, a direção do shopping ficou assustada com o visual da turma da periferia: bermudas largas e camisetas de times de futebol.

Inicialmente, não houve provocação por parte dos jovens, somente cagaço da administração do Palladium, que barrou aquela "gentalha" que ousava visitar o novo templo de consumo.

Resultado: protesto e mais pontos negativos ao shopping que já nasceu errado, sem alvará e agora, sem respeito para com os mais humildes.

A versão do Palladium de que a turma estava com o "tubão", mistura de refrigerante com bebida alcoólica, e isto poderia gerar tumultos é de um simplismo que beira à estupidez, quando não, a mais pura discriminação.

Quem anda pela periferia sabe que a grana dos adolescentes é curta. Se os maurícios e patrícias podem consumir bebidas mais caras e vestir roupas de grife, os jovens da periferia compartilham o "tubão", vestem-se de forma simples e contentam-se apenas em ver o que não podem comprar. Um passeio de duas horas para eles é suficiente para sonhar com o consumo proibido.

E neste domingo, até mesmo o sonhar foi proibido. Sonho, agora tem preço e o sonhador tem que estar com roupa de grife e apresentar na entrada do shopping um belo cartão de crédito com suas listas de compras.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ministério Público pede fechamento do Shopping Palladium


O prefeito Beto, o Breve, é o cara: nunca foi tão fácil magnata dos shoppings ter alvará em Curitiba:
Depois de recorrer à Justiça, de onde ainda aguarda um posicionamento, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) requereu à Prefeitura de Curitiba o imediato fechamento do Shopping Palladium, no bairro Portão, e a anulação do alvará de funcionamento. A recomendação administrativa do MP-PR foi expedida nesta quarta-feira (21) e dá um prazo de 24 horas - a contar a partir da notificação - para que a administração municipal se manifeste.
No documento, os promotores de Justiça sustentam, entre vários pontos, que o alvará foi concedido de forma ilegal e que o prédio não apresenta as devidas condições de segurança para permanecer em funcionamento - apesar de o estabelecimento ter sido inaugurado no último dia 9. Os promotores alegam que o empreendimento não possui Certificado de Vistoria de Conclusão de Obra (CVCO), o que significa uma situação "temerária e notoriamente irregular a sua utilização e ocupação, especialmente porque se trata de local de grande circulação de pessoas".
A recomendação administrativa é assinada pelos promotores Maximiliano Ribeiro Deliberador, Cláudio Smirne Diniz e por Adriana Vanessa Rabelo Camara - das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público e de Defesa do Consumidor de Curitiba. (Gazeta do Povo, hoje).