segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O PT conseguiu fazer o que nunca foi feito

Com um discurso despolitizado, abusando de chavões e do marketing duvidoso, a amadora campanha do PT em Curitiba conseguiu fazer realmente o que nunca foi feito, a mais vergonhosa derrota de todos os tempos. Agora resta ao partido melhorar o que está ruim em seus quadros e fazer o que não estava sendo feito: política de esquerda, com quadros de esquerda, chega de vinho importado e viagens na maionese.

A vitória da propaganda com dinheiro público

A derrota das oposições em Curitiba começou a ser delineada desde os primeiros dias da administração Richa. O cara usou e abusou da propaganda milionária durante três anos e meio e ninguém quis se incomodar com o fato. Estava todo mundo cuidando dos pequenos currais, das questões de cercadinho e nada de fiscalização.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma questão para o Sindicato dos Jornalistas

O episódio lamentável envolvendo o "vazamento" de uma pauta da reportagem da Gazeta do Povo é coisa que deveria ser analisada pelo Sindicato dos Jornalistas em sua Comissão de Ética.
Este blog sempre teve um posicionamento crítico perante os grandes jornais do Paraná e em especial com a Gazeta do Povo, entretanto há de se ressaltar que a Gazeta do Povo vem realizando uma boa cobertura desta eleição. Aliás, sob o nosso ponto de vista, cobertura madura, abrangente e que dá espaço à polêmica e ao que é importante, o direito do acusado responder a acusações.
Esperamos que o exemplo dos profissionais da Gazeta do Povo seja seguido por outros veículos de comunicação do nosso estado.
Nosso jornalão mudou e faz jornalismo. Agora, resta à Assessoria de Imprensa da Prefeitura também mudar, porque a função do repórter é perguntar e a função do servidor público é responder. O servidor, assessor de imprensa, não é dono do dinheiro do contribuinte e por isso tem que prestar contas do uso dos recursos públicos.
Lembro, que o discurso da "transparência" foi forjado pela assessoria do prefeito e até hoje não se tornou prática.

Doadores de campanha de Beto Richa mantêm negócios com a prefeitura

Está explicado porque a Prefeitura de Curitiba esperneou para não responder à reportagem do jornal Gazeta do Povo.
A Gazeta publica hoje que vários doadores da campanha do prefeito em 2004 têm relação com a prefeitura, sejam empresas que prestam serviços ao poder público ou mesmo funcionários da administração municipal.
A empresa Iasin Sinalização Ltda., por exemplo, foi doadora da campanha do tucano. E fez negócios com a prefeitura no período, no valor de R$ 1,4 milhão. A empresa forneceu ao município placas de sinalização turística para eventos da ONU, em 2006, que custaram R$ 9 mil cada uma. Na época, o alto valor das placas causou polêmica.
Outra empresa que doou à última campanha de Richa e presta serviço à prefeitura é a Camargo Corrêa, escolhida por meio de licitação para executar, em parceria com outras empreiteiras, a primeira fase da Linha Verde. A Camargo Corrêa também é proprietária da Cavo, empresa que tem o contrato de coleta do lixo de Curitiba.
A Brafer Construções Metálicas, que doou R$ 120 mil para Richa em 2004, foi a empresa responsável pela reforma da Ópera de Arame, em 2006. A Risotolândia Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. é outra doadora que presta serviço à prefeitura, de fornecimento de refeições. O contrato entre a Risotolândia e a prefeitura foi alvo de uma investigação determinada pelo TCU por suspeita de superfaturamento, em 2001, na gestão Cassio Taniguchi.
Outros grandes financiadores de Richa em 2004 foram pessoas da família de sua esposa, Fernanda. O irmãos dela, Avelino Antônio Vieira Neto e Francisco José Bernardi Vieira, doaram juntos R$ 202 mil. Entre as pessoas físicas que doaram para Richa em 2004 está ainda Janaína Lopes Gehr, que hoje é administradora da regional da Boa Vista. Já Fernando Mauro Nascimento Guedes (administrador da regional da Fazendinha/Portão) doou dinheiro para Beto na eleição de 2002, quando ele concorria ao governo estadual. Clique aqui e leia a matéria completa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O programa do Moreira que não foi para o ar

Clique aqui e veja o programa do Moreira (PMDB) que não foi para o ar no último dia de campanha na TV.

Pilantragens de última hora para cavar votos

Qualquer um conhece a história de algum amigo ou parente que escolheu seu candidato indo para o local do votação.
As pesquisas, também apontam que grande parte do eleitorado não tem candidato a vereador até o dia da eleição.Se é proibido boca de urna, como se defide este voto?
Como estes números de indecisos, ou sem candidatos não se traduzem nas urnas?
A resposta é singela: papel no chão.
Sabendo disso, a prefeitura de Curitiba tem uma operação desde da época das capitanias hereditárias.
A Cavo passa nos locais entre 5 e 6 horas da manhã do dia da votação, tira todos os folhetos que pode. O comitê ligado à prefeitura passa em seguida, sabendo dos horários e itinerários, forrando o chão com fohetos, incluindo uns poucos da oposição, algo em torno de 1 para 100. Assim 99% da propaganda do dia da eleição, no chão, é situacionista.
Foi assim em 2004 e 2000. Esta operação interfere nos votos de prefeito, mas muito mais nos de de veradores em que não se estabelece uma opinião do grande público.


De prefeito para vereador
Existe um desvio de 5% dos votos de prefeito que vão para a legenda do partido do prefeito. Isto se dá quando o eleitor não sabe que o primeiro voto é para vereador. Assim ele digita o níumero do prefeito, a tela da urna aparece, você tem certeza que quer votar na legenda do partido tal, núimero tal, como o numero do partido dá candidato a prefeito e seu partido estampado. A reação é confirmar o voto, qua acaba indo para o partido do candidato a prefeito. Aí em seguida, a urna inicializa a eleição para prefeito, e o voto para a legenda já foi confirmado.

Injúria à oposição
Outra operação é colar propaganda da oposição em patrimônio público, perto dos locais de votação do centro e em bairros de maior poder aquisitivo, criando uma aparência de desrespeito aos espaços públicos por parte da oposição. Quem já não reclamou ou ouviou reclamações sobre este tipode propaganda.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Narciso encontra o espelho

Sobras de campanha


Depois das eleições, Beto Richa e senhora têm viagem marcada para Las Vegas, paraíso da jogatina, onde realmente tudo é um sonho como a capital do faz de conta, Curitiba.

Novo blog na área

Clique aqui e acesse o melhor prefeito do Brasil.

O forró do Lerner, Taniguchi e Beto

Londrina sem debates

A campanha eleitoral na televisão exibe hoje os últimos programas dos candidatos a prefeito, mas, na prática, a disputa em Londrina acabou – na tevê e no rádio - na noite de terça-feira.

Acabou com o debate promovido pela TV Tarobá. Seria o penúltimo, mas a Globo cancelou o previsto para quinta-feira. Alegou não ter condições técnicas de receber os nove candidatos em seu estúdio – é uma norma nacional da emissora, aliás, admitir apenas os que integram os partidos de maior representação. Não houve acordo, e a emissora chutou o balde.

Bem feito para nós, eleitores. Perdemos a oportunidade de um último confronto – que, em muitos casos, revelou-se decisivo. Quem não se lembra do embate Wlson Moreira-Luis Eduardo Cheida, em 1992, que deu a vitória nas urnas ao segundo? Leia mais no blog do jornalista José Pedriali.

Ainda em Londrina

Noves fora, hoje o Tribunal Superior Eleitoral decide o futuro político de Antonio Casemiro Belinati e, quem sabe, as eleições – e o destino de Londrina. Mais no Blog do Pedriali.

Biocidade e biocidadão, as biomentiras do Beto

O programa eleitoral do Beto Richa hoje abusou da paciência de quem tem o mínimo de consciência ecológica nesta cidade do faz de conta.
Com um texto remelento, fantasioso, Beto quis demonstrar que a biocidade Curitiba é o supra-sumo dos cuidados com o ambiente.
"O futuro virá com certeza e vai nos encontrar correndo num dos parques da biocidade".
Exatamente, Beto, correndo dos 100% dos rios mortos de Curitiba, do lixo reciclável que é separado pelo cidadão e depois é vendido por uma ONG que não presta contas ao povo.

O estelionato eleitoral das pesquisas em Curitiba

No próximo domingo vamos ter os verdadeiros números nas urnas. Para os institutos de pesquisa, o que se anuncia é a desmoralização. Nunca, eles abusaram tanto. O Vox Populi tem o mesmo resultado desde maio, quando anunciou que Beto Richa ganharia as eleições em Curitiba. Ontem, o Vox Populi voltou a insistir em seus números absurdos, 71% para Beto e 14% para Gleisi, com uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais e um número ínfimo de entrevistados.
Hoje, o Datafolha revela números diferentes, com o crescimento de Gleisi (PT), que passa de 15% para 20% e Beto cai de 72% para 68%, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
Notem a diferença entre as duas pesquisas realizadas praticamente na mesma época.
Tudo caminha para que tenhamos no domingo números bem díspares do que os apurados pelos institutos e só restará aos candidatos de oposição o choro e a possibilidade de alguns processos judiciais. Pouco, levando-se em consideração que o estelionato estará consumado. Eis, pois, o crime perfeito em virtude de uma legislação capenga.

P.S: P. Q. P.!!! Caros colegas, de uma vez por todas, Platão não é aumentativo de prato e muito menos percentual é o mesmo que pontos percentuais! 3 pontos percetuais não é a mesma coisa que 3%. Caso você não tenha atendado para este detalhe, não tente fazer qualquer análise, estude antes.

Orixás são convocados para salvarem Flu e Vasco


O jornal carioca "O Dia" consultou até mesmo pai de santo para saber qual o futuro dos times do Rio. Faltando 11 rodadas para o fim do Brasileirão, Fluminense e Vasco continuam fazendo as contas para tentar escapar do vexame do rebaixamento à série B do Brasileirão. Daqui a exatas cinco rodadas, os dois se enfrentarão e o confronto direto pode marcar a arrancada de um rumo à salvação e decretar a queda do outro, justamente numa data muito sugestiva: o Dia de Finados. Enquanto a matemática do professor Tristão Garcia indica que a chance de o Tricolor cair é de 72%, os números - no campo da numerologia - dizem o contrário. Já para os orixás, é o Vasco quem vai conseguir escapar da degola.