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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Gazeta do Povo ganha o Esso, maior prêmio do jornalismo brasileiro

Hoje é um dia muito especial para a imprensa paranaense. A série de reportagens Diários Secretos, publicada desde março pela Gazeta do Povo e pela RPC TV foi anunciada como a grande vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo. A série, que desvendou um esquema de desvio de pelo menos R$ 100 milhões dentro da Assembleia Legislativa do Paraná, de acordo com cálculos do Ministério Público, derrotou na final reportagens dos jornais O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo.
O Esso é o mais importante prêmio do jornalismo brasileiro. Concedido desde 1956, homenageia as mais importantes reportagens publicadas no ano. Esta é apenas a segunda vez que um veículo fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília vence a categoria principal. A Gazeta já havia conquistado a categoria Regional Sul em 2004.
O prêmio foi recebido no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, pelo editor de Vida Pública da Gazeta do Povo, Fernando Martins, e pelos quatro repórteres responsáveis pela investigação: Kátia Brembatti, Karlos Kohlbach, James Alberti e Gabriel Tabatcheik.
Os quatro jornalistas trabalharam por quase dois anos organizando uma base de dados com informações que foram obtidas em mais de 700 diários oficiais. Os jornais eram mantidos na Assembleia sem qualquer tipo de publicidade: nem os jornalistas nem a população conseguiam acessá-los, numa afronta à Constituição, que determina a divulgação dos atos dos poderes públicos.
Quando a série começou a ser publicada, este blog assim se manifestou:

O fim do jornalismo puxa-saco e o histórico início da verdade

E continua a grande série da Gazeta do Povo-RPC sobre os diários fajutos da Assembléia Legislativa do Paraná. Esta grande reportagem dos jornalistas Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik certamente já figura entre as mais brilhantes do jornalismo brasileiro e é um marco no jornalismo paranaense. Antes dela, o jornalismo provinciano, cheio de dedos para não atingir os poderosos e depois dela, o jornalismo cidadão, comprometido com o juramento que fizemos na universidade.

O trabalho está tão bem feito, editorialmente falando, tão bem editado, diagramado e explicado, que até agora apenas algumas vozes tímidas e amedrontadas ousaram ver nele algum indício de encomenda, ou coisa que o valha, ao se cutucar essa triste chaga de nossos políticos desonestos que é a corrupção.

Essas vozes do medo tomam suas condenáveis práticas como a únicas vestimentas que se pode dar a uma notícia, porque, na realidade, não conhecem outra alfaiataria a não ser aquela baseada na agulha do achaque, no tecido da troca de favores, na máquina que costura os envelopes do dinheiro fácil.

Quiseram até mesmo evocar a história da Gazeta-RPC para desqualificar a reportagem dos diários avulsos, mas olvidam safadamente que a Gazeta-RPC está sob nova direção e hoje conta com jornalistas realmente profissionais, longe dos velhos esquemas do pagamento na boca do caixa do erário.

A Gazeta-RPC está pondo fim ao velho jornalismo de release, ao jornalismo lambe-botas, ao jornalismo de interesses inconfessáveis.

O problema é que o povo vai se acostumar com este novo tipo de jornalismo e questionará a razão de outros órgãos de imprensa não fazerem o mesmo - quais os interesses que os impedem de ter em suas páginas a verdade? - esta será a pergunta.

Aos professores de jornalismo, aos colegas: guardem as edições da Gazeta desta semana e deste domingo, as imagens da RPC, e as mostrem a seus alunos - foi nesta semana, antes do outono de 2010, que começou a ser praticada a verdade em nossa província, que somente agora poderá ser chamada realmente de estado. De hoje para diante, mostrem que a velha ação entre amigos que frequentava as redações não passa de uma veterana história a se esquecer. Digam sem medo, em sala de aula, que os velhos pilantras que ainda atuam na nossa profissão devem se aposentar, porque não há mais espaço para a mentira, porque puxar o saco a troco de jabá não está mais nos manuais de redação da imprensa paranaense.

domingo, 21 de março de 2010

O fim do jornalismo puxa-saco e o histórico início da verdade

E continua a grande série da Gazeta do Povo-RPC sobre os diários fajutos da Assembléia Legislativa do Paraná. Esta reportagem dos jornalistas Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik certamente já figura entre as mais brilhantes do jornalismo brasileiro e é um marco no jornalismo paranaense. Antes dela, o jornalismo provinciano, cheio de dedos para não atingir os poderosos e depois dela, o jornalismo cidadão, comprometido com o juramento que fizemos ao deixar as universidades.

O trabalho está tão bem feito, editorialmente falando, tão bem editado, diagramado e explicado que até agora apenas algumas vozes tímidas e amedrontadas ousaram ver nele algum indício de encomenda ou coisa que o valha ao se cutucar essa triste chaga de nossos políticos desonestos que é a corrupção.

Essas vozes do medo tomam suas condenáveis práticas como a única vestimenta que se pode dar a uma notícia, porque, na realidade, não conhecem outra alfaiataria a não ser aquela baseada na agulha do achaque, no tecido da troca de favores, na máquina que costura os envelopes do dinheiro fácil.

Quiseram até mesmo evocar a história da Gazeta-RPC para desqualificar a reportagem dos diários avulsos, mas olvidam safadamente que a Gazeta-RPC está sob nova direção e hoje conta com jornalistas realmente profissionais, longe dos velhos esquemas do pagamento na boca do caixa do erário.

A Gazeta-RPC está pondo fim ao velho jornalismo de release, ao jornalismo lambe-botas, ao jornalismo de interesses inconfessáveis.

O problema é que o povo vai se acostumar com este novo tipo de jornalismo e questionará por que os outros órgãos de imprensa não fazem o mesmo - quais os interesses que os impedem de ter em suas páginas a verdade? - esta será a pergunta.

Aos professores de jornalismo, aos colegas: guardem as edições da Gazeta desta semana e deste domingo, as imagens da RPC, e as mostrem a seus alunos: foi nesta semana, antes do outono de 2010, que começou a ser praticada a verdade em nossa província, que somente agora poderá ser chamada realmente de estado. De hoje para diante, mostrem que a velha ação entre amigos que frequentava as redações não passa de uma veterana história a se esquecer. Digam sem medo, em sala de aula, que os velhos pilantras que ainda atuam na nossa profissão devem se aposentar, porque não há mais espaço para a mentira, porque puxar o saco a troco de jabá não está mais nos manuais de redação da imprensa paranaense.

Clique aqui e veja a edição de hoje da Gazeta do Povo...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Reportagem aponta roubo de mais R$ 59,6 milhões do povo do PR

Este time de primeira linha de jornalistas da Gazeta do Povo, Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik, continua prestando grande serviço ao povo paranaense. Hoje o jornal publica mais um capítulo mostrando como o dinheiro público vaza para ralo da corrupção:

A Assembleia do Paraná pagou a 73 pessoas salários acima do valor máximo permitido por lei no caso do Legislativo paranaense (R$ 20 mil), entre janeiro de 2004 e abril de 2009. Foram 641 depósitos nas contas bancárias delas, que totalizaram R$ 59,6 milhões.
Dos beneficiários dos supersalários, 41 estão na lista de funcionários divulgada pela Casa em abril de 2009. Desses, 35 são servidores comissionados – cargos ocupados sem a necessidade de concurso público. Dezenove pessoas não aparecem nenhuma vez nos mais de 700 diários oficiais da Assembleia consultados pela reportagem da Gazeta do Povo e da RPCTV – o que significa que, oficialmente, podem nem ser funcionárias da Casa. Continue lendo esta reportagem na Gazeta do Povo...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A resistência da esquerda


Um pouco de Lucidez não faz mal a ninguém. Principalmente para aqueles que julgam ser a pilantragem, absurdos e a safadeza (de esquerda ou direita) as justificativas perfeitas para a manutenção do poder de grandes pulhas. E a lucidez vem pelo conhecimento histórico, que geralmente é desconsiderado na cartilha da sacanagem dos exploradores da ignorância. Aqui vai um ótimo texto, para lá de lúcido, do escritor Cristóvão Tezza, publicado hoje pela Gazeta do Povo:

Dias atrás li uma manchete aqui na Gazeta que fala por si: “Irã en­­forca dois acusados de liderar protestos; 12 podem ser mortos”. Os crescentes protestos no Irã são contra a fraude eleitoral que reelegeu Mahnoud Ahmadinejad na presidência do país. O mesmo cidadão para quem, há pouco tempo, Lula serviu cafezinho e trocou sorrisos aqui no Brasil – lembrando-se de dizer, com a graça de sempre, que os protestos que aconteciam lá eram uma chiadeira de perdedores. A ideia de que se pode enforcar pessoas que protestam nas ruas contra o resultado de uma eleição, ou o que seja – e enforcá-las legalmente, de acordo com os trâmites dos tribunais – é tão visceralmente absurda que sempre me surpreende a dificuldade das esquerdas para colocar um foco em alguns dos direitos fundamentais da condição humana. O horror iraniano seria tolerável em nome de alguma contrapartida ao “poder americano”, ou outro mantra do gênero.
Há como que um deslocamento da questão central para duas direções: ou em nome de alguma utopia fundamentalista que exige o sacrifício hoje para que se alcance amanhã o paraíso terrestre (a máquina ideológica que criou e sustentou a União So­­viética), ou o que se costuma chamar de “pragmatismo político” – o mesmo que deu casa e comida para a equipe de Zelaya durante meses num dos mais bisonhos fracassos da nossa política externa. Na Venezuela, o que menos preocupa são as nacionalizações; o sinal evidente de que algo ainda vai se transformar em tragédia irreversível naquele país são as “milícias bolivarianas”, um re­­curso clássico do fascismo – criar um exército particular de fanáticos que respondem diretamente ao presidente da República e que exercem a função onipresente de “guardas da esquina”. Continue lendo este artigo....

sábado, 6 de fevereiro de 2010



Embora o Magna Curitiba tenha declarado voto para outra concorrente e contar com um galo na cabeça por causa disso, a Gazeta do Povo anunciou a ganhadora do concurso Garota mais Bela do Verão 2010: a pontagrossense Karine Osório venceu 267 candidatas e foi escolhida pelos internautas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma questão para o Sindicato dos Jornalistas

O episódio lamentável envolvendo o "vazamento" de uma pauta da reportagem da Gazeta do Povo é coisa que deveria ser analisada pelo Sindicato dos Jornalistas em sua Comissão de Ética.
Este blog sempre teve um posicionamento crítico perante os grandes jornais do Paraná e em especial com a Gazeta do Povo, entretanto há de se ressaltar que a Gazeta do Povo vem realizando uma boa cobertura desta eleição. Aliás, sob o nosso ponto de vista, cobertura madura, abrangente e que dá espaço à polêmica e ao que é importante, o direito do acusado responder a acusações.
Esperamos que o exemplo dos profissionais da Gazeta do Povo seja seguido por outros veículos de comunicação do nosso estado.
Nosso jornalão mudou e faz jornalismo. Agora, resta à Assessoria de Imprensa da Prefeitura também mudar, porque a função do repórter é perguntar e a função do servidor público é responder. O servidor, assessor de imprensa, não é dono do dinheiro do contribuinte e por isso tem que prestar contas do uso dos recursos públicos.
Lembro, que o discurso da "transparência" foi forjado pela assessoria do prefeito e até hoje não se tornou prática.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Beto pede para visitar o Wanderley Cardoso

No meio da sabatina da Gazeta do Povo, o candidato à reeleição, Beto, o Breve, pede para ir ao banheiro.
Algumas teorias para explicar o fenômeno:
Ele anda almoçando muito no restaurante popular feito pelo governo Lula;
O PT mandar sacanear a comida do prefeito;
O prefeito foi ao banheiro para se livrar dos puxa-sacos;
O prefeito é daqueles que conhece o jornal pela limpeza do banheiro;
As perguntas eram indigestas;
Foi tomar um ar parecido com o do Rio Belém.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O barraco do Drive In

Cenário: distante Drive In no Boqueirão.
Horário: sexta-feira (5), por volta das 11 horas da noite.
Personagem 1: mulher casada, funcionária da Gazeta do Povo.
Personagem 2: chefe da mulher casada na Gazeta do Povo.
personagem 3: sargento do Exército, marido.
Barraco: carro do chefe amassado; ameaças, polícia na área e filha menor do casal vendo tudo.
Resultado: B.O. no local.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Grandes Frases, grandes besteiras. Hoje com Rita Lee


"Sou mais vitoriosa como ser humano do que como artista", diz Rita Lee


Título de entrevista hoje na Gazeta do Povo.


Ok, mano! Foi mal. O dia que eu não for mais ser humano talvez não seja vitoriosa. Aliás, artistas são seres humanos?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Na Gazeta, nem santa escapa! Apocalipse now!

Nossa Senhora das Graças faz investida em Santa Catarina
Título de uma matéria publicada na Gazeta do Povo, hoje.
Cruz, credo, desconjuro! O que é isso minha santa?!? Logo com Santa Catarina! Deixa o Velhão saber disso!

A Gazeta estava inspirada:

Fugitivo se apresenta à Delegacia de Parananguá

Olá, dona Delegacia! Eu sou o fugitivo! Senti saudades. A senhora vai bem!