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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A justiça perto do povo

A professora e doutora em Sociologia Jacqueline Sinhoretto (foto) lançou o livro “A justiça perto do povo: reforma e gestão de conflitos”, que analisa a administração de conflitos a partir dos Centros de Integração da Cidadania (CIC). Este lançamento fez parte das atividades do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), que está sendo realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Sinhoretto explica que os CICs, em funcionamento em alguns estados como São Paulo, estão normalmente localizados em periferias, onde diversas instituições pertencentes ao campo da justiça atendem ao mesmo tempo: polícia civil, polícia militar, promotoria, juizado e a mediação alternativa dos conflitos. Os CICs são resultantes de iniciativas de juízes, promotores e delegados comprometidos com a democratização da justiça. Eles começaram aparecer no final da década de 80 e início dos anos 90, já de olho na reforma do Judiciário, ocorrida em 2004 e que não contemplou a contento as mudanças desejadas por parcelas mais avançadas da sociedade.
“Não é só no Brasil que há essa pressão para que a justiça se abra mais, com mais democracia”, diz a autora. No caso específico dos CICs, o que se vê é uma tentativa de expandir a atuação da justiça, mais próxima do cidadão e rápida. Entretanto, a qualidade não é a mesma da justiça ordinária, justamente pela rapidez que se exige na conciliação. “Uma conclusão é que se expande o acesso à justiça, mas não se expande o estado de direito”, analisa Sinhoretto.
Sobre a autora – Jacqueline Sinhoretto é professora adjunta da Universidade Federal de São Carlos/Departamento de Sociologia. Tem experiência em Sociologia da Administração da justiça e Sociologia da Violência, atuando principalmente nos seguintes temas: administração institucional de conflitos, acesso à justiça, violência, segurança pública, sistema de justiça.
O livro - “A justiça perto do povo: reforma e gestão de conflitos”. Editora Alameda, 438 páginas, São Paulo, 2011.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bruxas de Guaratuba, em livro

A jornalista Vania Mara Welte lança em breve o livro “Bruxas de Guaratuba” em que conta o drama vivido pela família Abagge.

A repórter investigou profundamente o caso e suas reportagens ajudaram a inocentar Celina e Beatriz Abagge. Antes do lançamento, o assunto foi retomado pelo Jornal da Água Verde, do jornalista José Gil de Almeida e por um blog criado por ele: casoguaratuba.blogspot.com.

Uma entrevista do mesmo blog com a advogada Isabel Kugler Mendes, atual secretária da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Ordem dos Advogados do Paraná foi reproduzida no blog nossosdireitoshumanos.blogspot.com. (Fonte: Correio do Litoral).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Zoológicos humanos são temas de Guido Viaro


Da segunda metade do século XIX até a década de 50 do século XX, várias capitais da Europa exibiam seres humanos como atrações em zoológicos. Membros de tribos africanas, esquimós, povos indígenas da América do Sul, tuaregues árabes e outras populações de tipo físico, cor de pele, raça e costumes distantes e diferentes dos europeus eram confinadas em jaulas e expostas à visitação pública mediante pagamento de ingresso, ao lado de outras espécies animais. A prática era comum na maioria dos zoológicos das grandes cidades da Europa e servia como forma de reafirmar a supremacia branca européia sobre os povos colonizados. Esta situação de exploração do ser humano por seu semelhante inspirou o escritor curitibano Guido Viaro a escrever seu sexto romance, NO ZOOLÓGICO DE BERLIM, uma produção independente de 235 páginas. A idéia de criar a obra veio de uma visita de Viaro ao zoológico da capital alemã. “Uma guia turística mostrava o parque a um grupo de americanos. Ela contou que aquele mesmo zoológico, hoje famoso pelo ursinho Knut, já havia exposto seres humanos no passado. Voltando ao Brasil resolvi pesquisar o assunto, e descobri que na segunda metade do século XIX esse tipo de exibição era extremamente comum”, lembra Viaro. Segundo Viaro, que estudou a fundo o tema antes de escrever o livro, não somente o zoológico de Berlim exibia seres humanos, mas também os zoos de Barcelona, Paris, Stuttgart, Turim, Nova Iorque, entre outras grandes cidades da Europa e Estados Unidos.

Serviço:

Venda direta com o autor pelo site www.guidoviaro.com.br

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O homem que tirou o paletó e exterminou o barbeiro


Poucos são aqueles que realmente merecem uma biografia, eis aqui um deles.

Dalton Paranaguá, secretário de Saúde de 1966 a 1968, pôs em prática o modelo do sanitarista Oswaldo Cruz, promovendo um amplo programa de medicina preventiva e de combate a moléstias contagiosas e doenças tropicais. Sob o comando dele, o bicho-barbeiro foi exterminado no Estado e a tuberculose entrou em franco declínio, perdendo o seu caráter endêmico. Entre suas obras nessa Pasta está o Sanatório de Londrina, que daria lugar ao Hospital Universitário.Como prefeito, Paranaguá inovou. Tanto no estilo informal – foi o primeiro prefeito a despojar-se do paletó e da gravata, por exemplo – quanto na velocidade que impunha às suas decisões e ao alcance dessas decisões.


Serviço:

O lançamento será a partir das 19 horas desta sexta-feira, no Hotel Bourbon, em Londrina.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Biografia de Paulo Pimentel: mais um livro para jogar no lixo

Não li. não vou ler e tenho pena de quem perderá seu tempo com a história da vida do ex-governador Paulo Pimentel, contada por ele mesmo.
Essa mania de contar a própria história antes que outro escreva, e de verdade, é uma tentativa inútil que busca preservar as versões dos fatos. Não se falseia a história por muito tempo, por isso formamos historiadores e jornalistas em nossas universidades. Um dia, a história verdadeira, para o horror dos netos e parentalha do biografado, vem à tona. O que é motivo de orgulho hoje, não passará de vergonha amanhã.
Por falar nisso, nossos acadêmicos estão devendo a verdadeira história da imprensa paranaense. Soube que um professor da USP estava interessado no assunto para sua tese de doutorado. Mas não ouvi falar mais dele. Talvez tenha mudado de tema, posto que aqui só há meia-dúzia de donos de jornais que pautam suas redações na base de seus interesses financeiros, ou seja, não há jornalismo para ser defendido em tese, somente negociatas e jogos de interesses econômicos. Neste caso, a tese deveria ser tratada por algum especialista em crimes financeiros e não por historiadores.
Mas tem a parte legal disso tudo, o boa qualidade do papel do livro Paulo Pimentel poderá também dar um bom papel reciclado.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Manfredini lança “As Moças de Minas”



O jornalista e escritor Luiz Manfredini lança no dia 19 de junho, a partir das 19h, no espaço cultural do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE - Av. João Gualberto, 570 - Alto da Glória), em Curitiba a edição revisada e atualizada do livro “As Moças de Minas”, publicado originalmente em 1989, como parte das comemorações pelo 40 anos das jornadas de 1968. Na obra, Manfredini, combinando Jornalismo e ficção, narra a história de cinco jovens estudantes presas em Belo Horizonte, em 1969, por suas atividades de resistência ao regime militar e os sofrimentos pelos quais passaram. Luiz Manfredini é jornalista e escritor em Curitiba, onde nasceu em 1950. Trabalhou em O Estado do Paraná, TV Iguaçu, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e revista Isto É, entre outros órgãos de imprensa. É colunista do portal Vermelho e membro do Conselho Editorial da revista Princípios, editada em São Paulo. Mais informações com o autor pelo e-mail luiz-manfredini@uol.com.br.

Foto
- Há 30 anos – em 26 de março de 1978 – o jornalista Luiz Manfredini, então repórter político do Jornal do Brasil, deixava a cela da Polícia Federal, na rua Ubaldino do Amaral, junto com o também jornalista Walmor Marcelino e o advogado Edésio Passos. Eram os três últimos a serem libertados entre os 11 intelectuais que haviam sido presos uma semana antes, numa das derradeiras iniciativas do regime militar para garantir o poder.