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sexta-feira, 26 de junho de 2009

A página de Deus na Internet e mais uma reserva de mercado para jornalistas


A pedidos:

Sou um aficionado pela internet. Pertenço à geração que guarda por máxima aquilo que nem Descartes ousou pensar: “tenho dedos logo existo” (habeo digiti ergo sum). E por esta paixão incondicional e que toma boa parte de minha vida vigiada lá das alturas, lamento certas lacunas encontradas no mundo virtual. O site de Deus, por exemplo, cara importante, mas que não dá a mínima para a cibernética e suas aplicações.

Ele é deveras um sujeito ocupado. Com certeza, cuidar do mundo todinho e contar quantos espirros damos por dia deve tomar um tempão. Pensando nisso e a título de cooperação com o mundo do Divino, desenvolvemos projeto de página virtual para o Todo Poderoso, que poderia ter esse nome mesmo, e ser acessada pelo endereço www.todopoderoso.com.

No conteúdo estático da página, colocaríamos uma breve apresentação com links para a Bíblia – cópias dos afrescos de Michelangelo poderiam dar fundo à página. Ainda no conteúdo estático, links do tipo “fale com a Ouvidoria”, no caso, Jesus. “Fale com o Síndico”, no caso, São Pedro. No mesmo clima do “fale com”, poderíamos lincar o Purgatório, o Limbo e o Inferno – este último meio escondido, para evitar competição ou desvios para sites do próprio mundo terreno.

Uma lojinha virtual para dar conta dos custos da empreitada também seria bem-vinda. “Livros Sagrados”, “Imagens e Ícones”, “Souverniers das Guerras Santas”, “Água do Rio Jordão” e “Retratos do Paraíso” poderiam ser alguns dos itens colocados à disposição dos navegantes crentes.

Também penso em incluir um link para “Notícias do Céu”, sob responsabilidade de São Lucas ou qualquer outro evangelista, mui dignos assessores de imprensa da Casa Celeste. Assim, teríamos mais uma reserva de mercado para os jornalistas, já que as coisas aqui neste vale de lágrimas andam difíceis pra cachorro. (JFN).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Bar ruim é lindo, bicho!

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Leia o texto completo de Antonio Prata.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A página de Deus na internet


Sou um aficionado pela internet. Pertenço à geração que guarda por máxima aquilo que nem Descartes ousou pensar: “tenho dedos logo existo” (habeo digiti ergo sum). E por esta paixão incondicional e que toma boa parte de minha vida vigiada lá das alturas, lamento certas lacunas encontradas no mundo virtual. O site de Deus, por exemplo, cara importante, mas que não dá a mínima para a cibernética e suas aplicações.

Ele é deveras um sujeito ocupado. Com certeza, cuidar do mundo todinho e contar quantos espirros damos por dia deve tomar um tempão. Pensando nisso e a título de cooperação com o mundo do Divino, desenvolvemos projeto de página virtual para o Todo Poderoso, que poderia ter esse nome mesmo, e ser acessada pelo endereço www.todopoderoso.com.

No conteúdo estático da página, colocaríamos uma breve apresentação com links para a Bíblia – cópias dos afrescos de Michelangelo poderiam dar fundo à página. Ainda no conteúdo estático, links do tipo “fale com a Ouvidoria”, no caso, Jesus. “Fale com o Síndico”, no caso, São Pedro. No mesmo clima do “fale com”, poderíamos lincar o Purgatório, o Limbo e o Inferno – este último meio escondido, para evitar competição ou desvios para sites do próprio mundo terreno.

Uma lojinha virtual para dar conta dos custos da empreitada também seria bem-vinda. “Livros Sagrados”, “Imagens e Ícones”, “Souverniers das Guerras Santas”, “Água do Rio Jordão” e “Retratos do Paraíso” poderiam ser alguns dos itens colocados à disposição dos navegantes crentes.

Também penso em incluir um link para “Notícias do Céu”, sob responsabilidade de São Lucas ou qualquer outro evangelista, mui dignos assessores de imprensa da Casa Celeste. Assim, teríamos mais uma reserva de mercado para os jornalistas, já que as coisas aqui neste vale de lágrimas andam difíceis pra cachorro. (JFN).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Natal, a crise e o franguinho na panela

A rigor, as necessidades do homem para se manter vivo são poucas, mas os recursos (mão-de-obra, terra, capital...) para satisfazê-las são escassos. Este é o dilema da Economia, que procura a melhor forma de alocar recursos produtivos finitos para satisfazer as necessidades humanas infinitas.

Nos anos 1960, um psicólogo norte-americano de nome Abraham Harold Maslow (1908–1970) reinventou a roda ao determinar uma escala das necessidades humanas. A escala começava com as fisiológicas – comer, dormir, sexo, etc. –, depois, segurança – a casa, por exemplo –, sociais – clube, grupos de afinidades –, status – sinais exteriores que indiquem nossa posição social, carros, jóias, etc – Leia mais em Crônicas Tropicais...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Notícia ou espetáculo de horror?

Ficamos admirados com a capacidade da imprensa em transformar fatos trágicos e de interesse local em grandes dramas nacionais. O processo para que isso aconteça é meio nebuloso, mas sabemos que, no caso da TV, tem um único objetivo, segurar o telespectador em frente ao aparelho de televisão. Recentemente, tivemos nossos lares invadidos por gente jogada pela janela. Em bom português – copiado aos franceses – este fenômeno chama-se defenestração. Leia mais...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Carne de pescoço é o prato do paranaense


Li num guia turístico que o prato típico do Paraná é o barreado. Bem feito para nós! Temos com referência de nossa gastronomia um prato que metade dos paranaenses nunca provou. A receita é simples, carne de segunda, fervida em pote de barro até desfiar e acompanhada da preguiça: farinha de mandioca –crua, sem torrar – e banana cozida (um horror!). Isso sem contar o nome “barreado”, feio pra dedéu e que tira o apetite de qualquer um que tenha amor ao estômago.

Quem elegeu este prato como típico desconhece o Paraná, ou está de brincadeira com a gente. Continua...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A gostosona do colegial


Alguém disse que a vingança é um prato que se come frio. Às vezes é preferível não comê-lo. Sabe aquela menina do colegial, a mais gostosona da turma, que nunca lhe deu bola e deu para todo mundo – mas também quem mandou você ser CDF – a mulherada não gosta de cérebro nesta idade (creio que em idade alguma!), elas querem ação, e CDF pensa muito e não faz nada. Pois é, um dia você irá encontrá-la novamente. Isso é uma lei inexorável da natureza: vinganças exigem reencontros. Leia a continuação desta crônica....