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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Maysa, gata mansa, olhos azuis nada pacíficos


Não sou adepto da TV. Sou da geração que escutou rádio na infância e nos finais de semana freqüentou as matinês (viu o trema em “freqüentou”, pois é, não tem capeta que tire este acento daí, ele vem por conta do Microsof Word). Mas como dizia, raramente paro e dou uma olhadinha no que aparece no cinescópio – nome pomposo do tubo de imagem da televisão, hoje já substituído pelas novas tecnologias: Plasma, LCD, etc.

Há também o fato de que a TV é, para mim, a verdadeira máquina do sono, durmo até mesmo nos jogos finais de Copa do Mundo. Nas conquistadas pelo Brasil, com exceção de 1970, só acordei com o barulho dos fogos de artifício. Sou bom de sono. No Exército, conseguia dormir com as baterias de artilharia atirando a noite toda.

Bom, o que eu queria dizer mesmo é que raramente vejo TV. E na segunda-feira consegui assistir a um capítulo da minissérie (é assim que escreve, dobrando o “s”) Maysa (notem, que o uso do “y” não é mais crime). Realmente, uma produção impecável, com magnífico figurino e ambientação nota 10. A atriz principal, a gaúcha Larrissa Maciel foi um achado, mansa, perfeita com seus olhos azuis nada pacíficos. Embora escrita em cima de uma história conhecida e aparentemente verdadeira, os autores não dispensaram nesta minissérie os elementos de ficção e arquétipos da dramaturgia, necessários para garantir a audiência e o tão propalado e inexistente “padrão Globo de qualidade”.

Assim, a personagem Maysa tem licenças para ser o que foi, com exageros até. Já os quatrocentões dos Matarazzo são preservados. São as reservas morais da trama. André Matarazzo, por exemplo, casou com Maysa não obstante a grande diferença de idade, cerca de 20 anos e é apresentado quase que como um padre, bizarramente beato, defensor perpétuo da tradição, família e propriedade.

Como estão na moda estas biografias beatas! Tudo feito para preservar a imagem dos bacanas e dar trabalho para os futuros historiadores, que terão que separar a ficção da realidade. E que pelo que se sabe, biografias podem ser compradas e falseadas por algum tempo, mas não por todo o tempo.
Por isso, acredito que pouco devo ter perdido nos anos em que não assisti TV. E faço aqui um desafio, experimente ficar longe da telinha por algum tempo, verifique que a sua vida será bem mais produtiva e que as macaquices globais não lhe farão falta alguma. Escute música, leia um livro, jornal, dê um beijo no companheiro ou companheiro, brinque com os filhos, sobrinhos, brigue com a sogra, ou ainda não faça nada, qualquer coisa será melhor do que os dementes do Jardim Botânico pensam ser o que você deseja.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Notícia ou espetáculo de horror?

Ficamos admirados com a capacidade da imprensa em transformar fatos trágicos e de interesse local em grandes dramas nacionais. O processo para que isso aconteça é meio nebuloso, mas sabemos que, no caso da TV, tem um único objetivo, segurar o telespectador em frente ao aparelho de televisão. Recentemente, tivemos nossos lares invadidos por gente jogada pela janela. Em bom português – copiado aos franceses – este fenômeno chama-se defenestração. Leia mais...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vão foder com a obra de Machado de Assis

O leitor do Magna há de convir que raros são os filmes fiéis à obra do autor, qualquer autor. Uma das apostas da área de dramaturgia da Record para o fim do ano é a adaptação de contos literários de Machado de Assis para o formato de especial. O primeiro deles vai ao ar no dia 29 de dezembro, às 23h, e se trata da versão do conto Os Óculos de Pedro Antão.

A Globo, no dia 9 de dezembro, estréia a minissérie Capitu, também de Machado de Assis.

Outro que está na mira da Record é Guimarães Rosa.

Vamos esperar para ver e tomara que o Magna queime a língua e as obras de nossos melhores escritores sejam preservadas.



segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O roubo do joão sem braço, ou fritz sem braço

A polícia na Alemanha está caçando um ladrão que, mesmo não tendo braços, fugiu de uma loja carregando uma televisão de 24 polegadas. Segundo o diário online Ananova, dois cúmplices utilizaram fitas para prender o aparelho ao seu corpo antes de ajudá-lo a sair da loja em Munique, Alemanha. Os funcionários da loja não entenderam o que havia acontecido até que notaram que faltava uma TV na prateleira e foram olhar as gravações do circuito interno de TV. "Os funcionários somente souberam sobre o roubo depois que viram que uma das TVs tinha sido retirada da prateleira", afirmou o porta-voz da polícia. O caso inusitado chamou a atenção dos policiais. "É difícil de acreditar na cena de um homem sem braços andando com uma TV gigante presa ao seu corpo não chame a atenção de ninguém".


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pedir emprego para o marido dá emprego

De acordo com os puxa-sacos de plantão, o desempenho da primeira-dama de Curitiba, Fernanda Richa, na TV é supimpa. Fernanda gasta boa parte do horário eleitoral do PSDB pedindo emprego para o marido. A performance coloca em estudo dois convites para que Fernanda passe a ser a voz e a imagem dos ricaços de Curitiba em programas que ressaltam a frescura social. O primeiro convite poderia ser da CNT e o segundo viria por meio do diretor da Band, Aderbal Fortes, depois que Joel Malucelli avaliou que Fernanda poderia substituir Mônica Gulin, no horário do almoço.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sindicato dos jornalistas cobra fiscalização trabalhista na Band, CNT e Record


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor) solicitou ao Ministério do Trabalho que intervenha na situação irregular criada por emissoras de TV do Estado que não estão fazendo o enquadramento funcional devido dos repórteres-cinematográficos. As denunciadas foram a Rede Independência de Comunicação (RIC) em todo o Estado; TV Exclusiva/Canal 21, RITT, TV Bandeirantes, Central Nacional de Televisão (CNT) e UFPRTV, todas de Curitiba; além da TV Imagem, em Ponta Grossa. Para burlar a legislação e sonegar direitos aos trabalhadores todas essas emissoras enquadram os jornalistas de imagem como sendo funcionários operadores de câmeras UPE (Unidade Portátil Externa), ou seja, como radialistas.