quarta-feira, 15 de julho de 2009
Em meio a suspeitas, Beto Richa viaja para a Europa de férias
Em meio ao acúmulo de suspeitas contra seu mandato, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), saiu de férias ontem e só volta ao Brasil no dia 25. Richa viajou para a Europa com a mulher, Fernanda Richa, e os filhos sem compromissos oficiais.
Richa saiu de férias durante o recesso na Câmara Municipal, que esfriou a possibilidade de ser instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-lo das suspeitas de fazer caixa dois para financiar sua reeleição em 2008.
Para que a CPI seja instalada, são necessárias as adesões de pelo menos 13 dos 38 vereadores da Câmara. A oposição, no entanto, só conseguiu colher seis assinaturas até agora.
As suspeitas contra Richa aumentaram após a divulgação de um vídeo em que aliados de Richa tentavam desqualificar as suspeitas de caixa dois.
As imagens, no entanto, apontam novas irregularidades, como fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana. O esquema teria gerado R$ 334 mil para a campanha de Richa, segundo reportagem da Agência Folha.
Por meio da assessoria, o prefeito de Curitiba disse "não ter nada para esconder", voltando a afirmar que sua prestação de contas à Justiça Eleitoral não contém irregularidades.
Nada funciona na Linha Verde
terça-feira, 14 de julho de 2009
O lixo será mais uma triste herança de Beto Richa
O medo da máfia italiana
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As versões puxa-sacos do Caixa 2 na prefeitura

Os puxa-sacos do prefeito Beto Richa, putus bonus, estão tendo muito trabalho neste frio inverno do ano da graça de 2009. Agora deram para fazer reuniões com os funcionários da prefeitura, principalmente com os que tem algum cargo e mando sobre os bagrinhos. A ordem é passar a versão oficial do escândalo do Caixa 2: o prefeito não sabia de nada, não viu nada e os secretários envolvidos foram nomeados por eles mesmos. E é tudo culpa do Requião que não gosta do nosso bom menino.
domingo, 12 de julho de 2009
Vídeos gravados por aliados de Beto Richa levantam mais suspeitas contra o prefeito
JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
Um vídeo gravado por dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para tentar desqualificar denúncias de irregularidades na campanha eleitoral que reelegeu o tucano em 2008, acabou por levantar mais suspeitas sobre a existência de um suposto caixa dois na campanha.
O vídeo foi gravado pelo procurador-geral do município, Ivan Bonilha, e pelo diretor de Transportes da URBS (empresa municipal que administra o transporte coletivo), Fernando Ghignone. Na gravação, eles conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente.
Oriente trabalhou em um comitê de apoio a Richa em 2008. Foi ele quem levou à Procuradoria Regional Eleitoral, no fim do mês passado, a acusação de que esse comitê supostamente recebeu recursos de caixa dois --o que detonou uma crise na administração tucana. A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence a holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa em 2008.
Nas eleições daquele ano, Ghignone era o coordenador financeiro da campanha de Richa e Bonilha era o advogado tucano da campanha. Com mais de três horas de gravação, o vídeo registra conversas entre eles e Oriente em 10, 11 e 13 de junho deste ano. As gravações foram feitas no escritório da distribuidora de livros de Ghignone. No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou ao jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo, em que Oriente fala que existia ''pressão'' de opositores de Richa para que as denúncias fossem feitas.
A íntegra do vídeo, no entanto, mostra que Oriente também citou na conversa uma série de outros supostos casos de corrupção na Prefeitura de Curitiba e de fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana. Oriente afirma a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ambientais e urbanos em depoimento ao Nurce (Núcleo de Repressão ao Crime Econômico), órgão da Polícia Civil do Paraná.
Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone dizem que ''irão tomar providências''. A íntegra da fita foi entregue à Folha pelo próprio Richa, que também a encaminhou ao MPF (Ministério Público Federal). Na gravação, Oriente diz que a Piemonte negociou com Richa --entre o final de 2007 e o início de 2008-- que a arrecadação de IPTU de 6.220 terrenos em um loteamento não fosse para os cofres públicos, mas sim para a campanha tucana. ''A prefeitura lança o IPTU para a Piemonte, a Piemonte pega aquele IPTU e, em vez de pagar, resolve não pagar, ficar com o dinheiro. Então foi feito um acordo, que eu participei dele com o prefeito, em que a Piemonte iria doar esse dinheiro para a campanha."
O esquema gerou R$ 334 mil para a campanha de Richa, diz Oriente. Ele afirma que R$ 200 mil foram o comitê central de Richa e o restante foi entregue a comitês pró-Richa espalhados pelos bairros de Curitiba. Segundo ele, o dinheiro nem saiu dos cofres da Piemonte, que cobrou o IPTU dos compradores de lotes. A prestação de contas de Richa ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aponta a Piemonte como doadora de R$ 201 mil à sua candidatura.
Ouvido ontem pela Folha, Oriente reafirmou sua versão e disse que o montante não declarado ao TRE foi para o caixa dois da campanha. A seus interlocutores no vídeo Oriente diz que a Piemonte subornou um funcionário municipal para aterrar a nascente de um rio na zona sul de Curitiba para implantar um loteamento com 479 lotes.
A assessoria de Richa, membros da coordenação de sua campanha à reeleição e a direção da empresa Piemonte contestaram as afirmações do ex-gerente comercial Rodrigo Oriente. Todos negam a veracidade das denúncias apresentadas por ele nas gravações. Eles questionaram por que Oriente não trouxe a público os documentos que afirma dispor para comprovar as denúncias que apresentou à polícia.
O diretor-geral da Piemonte, Rui Demeterco, classificou as denúncias de "levianas". De acordo com o empresário, Oriente coordenava uma equipe de vendas de lotes e jamais participou de reuniões que decidiam os rumos da empresa. Demeterco disse que os repasses à campanha de Richa foram declarados à Justiça Eleitoral. Ele apontou como "loucura" as afirmações de Oriente sobre supostas negociações envolvendo uso de dinheiro do IPTU de moradores de um loteamento na campanha tucana.
Oriente foi demitido da Piemonte no ano passado, após seis anos de empresa, mas o empresário disse que não iria dar detalhes sobre os motivos da dispensa. Fernando Ghignone, que atuou na coordenação financeira da campanha de Richa, diz que as gravações foram feitas em seu escritório para comprovar eventual "achaque" de Oriente, o que não aconteceu.
O procurador-geral de Curitiba, Ivan Bonilha, disse que determinou a instauração de 14 sindicâncias administrativas após as conversas que ele e Ghignone tiveram com Oriente. Segundo Bonilha, Oriente disse que apresentaria documentos que comprovariam suas acusações, o que não teria ocorrido até ontem. Por meio da assessoria, o prefeito de Curitiba disse "não ter nada para esconder", voltando a afirmar que sua prestação de contas à Justiça Eleitoral não contém irregularidades. Como exemplo de transparência, a assessoria de Richa disse que a gravação das conversas com Oriente foram encaminhadas sem cortes à Procuradoria Regional Eleitoral.
sábado, 11 de julho de 2009
Beto Richa confirma que esteve no Comitê do Caixa 2
O prefeito disse também que esteve no Comitê Lealdade apenas em sua inauguração e que ele não tinha grande significância eleitoral. Richa afirmou ainda que não fazia sentido comprometer uma campanha que tinha ampla vantagem nas pesquisas, e que esse tipo de conduta não condizia com a sua forma de trabalhar(...)
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sicredi contrata jornalista
O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) está selecionando jornalista para atuar como assessor de comunicação e programas sociais em Guarapuava. Além da formação superior, é necessário ter especialização em comunicação ou responsabilidade social. A empregadora requer ainda noções de marketing, publicidade e propaganda, conhecimento dos princípios do cooperativismo e de produtos e serviços bancários, visão sistêmica e experiência de um a dois anos em assessoria de comunicação, relacionadas a programas sociais, em unidade de atendimento ou experiência similar de mercado. Há que se ter disponibilidade para viagens e é desejável possuir carro.
De vita beata para este final de semana

Parece que vamos ter um frio danado neste final de semana. Ler seria uma boa saída para tirar o cinza da janela.
O Magna Curitiba sugere o recente lançamento "Sêneca - Sobre a vida feliz" (De vita beata), em edição bilíngue da Editora Nova Alexandria, com a tradução competente do professor João Teodoro Marote.
Este livro pode ser devorado em algumas horas (106 páginas), mas suas idéias são para a vida toda.
Sêneca foi responsável pela educação de Nero e por quase dez anos praticamente dirigiu Roma. Talvez o homem mais inteligente do seu tempo, Sêneca foi acusado de conspirar contra o imperador e Nero ordenou que ele se suicidasse. Morreu com os pulsos abertos num banquete, ouvindo as poesias que gostava e ridicularizando Nero.
Preço no site da editora R$ 28,00.
"É feliz, portanto, quem tem um juízo reto; é feliz quem está contente com sua sorte atual, seja ela qual for e ama o que tem; é feliz aquele para quem a razão é que faz valer todas as coisas de sua vida."
Morre travesti do caso Ronaldo

Morreu nesta quinta-feira, em São Paulo, de complicações em decorrência de Aids, o travesti Andréia Albertini, que no ano passado se envolveu em uma confusão com o jogador Ronaldo Fenômeno, do Corinthians. André Luiz Ribeiro Albertini, seu nome no registro de identidade, morreu no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá. Andréia estava há dois dias internada na unidade. A mãe dela, Sônia Regina Maria, confirmou que Andréia contraíra o vírus HIV em 2006, com um parceiro no Rio.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
O vídeo da verdadeira Curitiba está no MPE
Um país de loucos
CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ga nhos, mas que não passa de um "aspone" ou um
mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.
OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.
TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO
GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA” O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.
JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE S ER ASSIM MESMO, OU QUE
NADA TEM MAIS JEITO.
VALE A PENA TENTAR.
Miser, misera, miserum
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Requião diz que vai dedicar um minuto semanal para denunciar irmão de Beto Richa
da Agência Folha, em Curitiba
O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que vai usar a TV Educativa do Paraná, mantida pelo governo, para fazer acusações contra José Richa Filho, irmão do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Requião disse que irá dedicar um minuto por semana a detalhar o trâmite judicial de denúncia envolvendo Richa Filho, conhecido como Pepe. Na semana passada, em entrevista à Folha, o prefeito de Curitiba disse que iria processar a emissora na Justiça, devido à veiculação, na TV Educativa, de reportagens sobre suposto caixa dois na campanha do tucano à reeleição, em 2008. Ontem, na "Escola de Governo", reunião semanal com seu secretariado transmitida na TV Educativa, Requião disse que usar a emissora é um direito seu. "Querem cobrar do governador o silêncio obsequioso, o silêncio canalha, o silêncio covarde", disse o governador. "Pedir ao governador que censure a televisão?", disse Requião. "O governador do Paraná não vai se dobrar a isso." O peemedebista acusou Pepe Richa de ter autorizado, em 2002, quando era diretor financeiro do DER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem) no governo Jaime Lerner (1995-2002), o pagamento irregular de R$ 10 milhões a uma empreiteira. Sob determinação de Requião, o procurador-geral do Estado, Carlos Marés, fará um balanço semanal sobre o trâmite do processo judicial aberto pelo governo do Paraná para tentar recuperar o dinheiro. O balanço ocorrerá durante a "Escola de Governo". Hoje secretário municipal de Administração, Pepe Filho disse, via assessoria da Prefeitura de Curitiba, que não iria comentar as declarações. Requião também afirmou ontem que não vai impedir a veiculação na TV Educativa de vídeos que mostram aliados da reeleição do prefeito supostamente manipulando dinheiro sem origem comprovada. Em solidariedade ao prefeito tucano, cinco deputados estaduais do PSDB que pertenciam à base de apoio a Requião na Assembleia Legislativa anunciaram sua saída do bloco na semana passada. Beto Richa nega envolvimento no suposto caixa dois. Ele disse que agiu de forma rápida, assim que tomou conhecimento dos vídeos, demitindo os suspeitos de cargos da prefeitura, além de pedir no MPF (Ministério Público Federal) para ser investigado. "A bancada do PSDB, diante das notícias [do suposto caixa dois], deveriam abrir uma CPI na Assembleia Legislativa [...] ao invés de pedir para o governador se dobrar", afirmou Requião, em seu discurso na "Escola de Governo". Na entrevista à Folha, Richa disse que há exploração política do episódio com o intuito de desgastá-lo. Segundo o prefeito, tudo por causa dos altos índices de aprovação de sua administração e de uma possível candidatura sua ao governo do Estado, em 2010. Ontem, a assessoria de Richa disse que ele não iria comentar as declarações de Requião.

