terça-feira, 27 de maio de 2008

Prefeitura usa celular para se comunicar com a população de rua de Curitiba


Dados oficiais apontam mais de duas mil pessoas morando nas ruas de Curitiba. A Fundação de Ação Social de Curitiba, presidida pela primeira-dama Fernanda Richa, está muito preocupada com a situação deste povo, por isso está contratando empresa de telefonia móvel para falar com os desesperançados que se negam a ser ajudados. A MENSAGEM GRAVADA VAI SER A MÚSICA COMO VAI VOCÊ.

FUNDAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL - FAS AVISO DE LICITAÇÃO MODALIDADE DE LICITAÇÃO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 047/2008 - FAS OBJETO: “Prestação de serviços de telefonia móvel pessoal (SMP), para até 85 (oitenta e cinco) terminais telefônicos móveis individuais, com a cessão de uso dos respectivos aparelhos em comodato, para comunicação de voz local e de longa distância regional, nacional e em roaming internacional, tanto para fixo quanto para móvel, envio de mensagens de texto (SMS e MMS) e transmissão de dados (acesso à internet), no sistema digital póspago, com tecnologia GSM através de cartão ou SIM Card (chip) removível, e com abrangência de cobertura na cidade de Curitiba/ PR e Região Metropolitana. (Publicado no D.O.M 13/05/08)

Fique tranqüilo contribuinte, quem paga a conta é você.

"Telegama da China - telemotos"

Telegrama da China interceptado pelo Serviço de Inteligência do Magna Curitiba (SIMCU) dirigido ao prefeito Beto, o Breve, depois das autoridades locais observarem mais tremores de terra na região.


"PALEM DE FAZER BULACO NA LINHA VELDE VG
TELEMOTOS ATINGEM TODA LEGIÃO SINEZA VG
BALULHO MUITO, NINGUÉM DOLME PT"

PCC - PARTIDO COMUNISTA DA CHINA

O último filósofo de Curitiba I


Zé Coió, radialista aqui de Curitiba, pode ser considerado o último filósofo vivo da cidade. A partir de hoje passaremos a publicar suas máximas.


Sogra é igual onça. Todos têm que preservar, mas ninguém quer uma em casa.

Zé Coió, hoje, na Massa FM.

Na foto, meu amigo Otário aproveitou o último feriadão para um mergulho em Caiobá. Notem que, acompanhado pela sua querida sogra, ele não dispensou os equipamentos de segurança. A véia deve estar chegando hoje na África, segundo indicações do GPS embutido na bóia.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Repercute nos EUA paralisação na Kraft em defesa da vida de operários

AVISO DE PAUTA PARA QUARTA-FEIRA, DIA 28, ÀS 7 HORAS

Trabalhadores vão parar Contorno Sul nesta quarta-feira
Repercute nos EUA paralisação na Kraft em defesa da vida de operários

Nesta quarta-feira, dia 28, das 7h às 9h da manhã, os trabalhadores e familiares das vítimas que morreram atropeladas em frente à fábrica de chocolates da Kraft, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), vão fechar a BR/Contorno Sul para reivindicar a construção de uma passarela no local. A manifestação está sendo organizada pelas seis centrais sindicais do Paraná, que também reivindicará no protesto a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

De acordo com José Agnaldo Pereira, presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), seção Paraná, o protesto dos trabalhadores da Kraft, que prometeram na semana passada entrar na Justiça contra o prefeito Beto Richa (PSDB) para responsabilizá-lo pelos atropelamentos na região, teve repercussão internacional. Segundo ele,“a matriz nos Estados Unidos mostrou-se preocupada com as mortes de operários da fábrica por atropelamentos na rodovia”, disse o dirigente da CTB.

Para Célio “Bolinha” das Neves, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Kraft (Sintrafucarb) e membro da CTB no Paraná, os operários da fábrica de chocolates estão empenhados também na luta pela redução da jornada de trabalho. “Isso significará melhor qualidade de vida e mais empregos com a carteira assinada”.

Bolinha disse que cerca de 130 mil novos empregos serão gerados no Paraná e 2,2 milhões em todo o país.

SERVIÇO:
Trabalhadores vão parar Contorno Sul nesta quarta-feira
Dia 28 de maio, das 7h às 9 h da manhã
Local: Fábrica de chocolates Kraft
Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 13300 (Contorno Sul) - CIC
Contato com presidente da CTB: José Agnaldo Pereira (41) 9947-9350 e (41) 3246-8636
Contato com Célio “Bolinha das Neves” (41) 9932-9178 e (41) 3246-8636

A farra da publicidade da prefeitura de Curitiba acaba no elevador: R$ 24,4 milhões


No mínimo estranho: espie o aditivo a contrato publicado pelo Diário Oficial do Município do último 06/05/2008 e que reproduzimos no post abaixo.



Mas antes, preste atenção:


Para um termo aditivo, o valor contratado é bem salgado, R$ 25 milhões;

O contrato original deve ser gigantesco, já que a lei limita em 25% o valor aditivo sobre o valor do contratado originalmente.
O termo aditivo tem como objeto a prorrogação do contrato de manutenção de elevadores;
Mas as empresas "contratadas" são agências de publicidade.

Nesta terça-feira, a administração do Beto, o Breve, vai prestar contas em audiência pública na Câmara de Curitiba. O presidente da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, vereador Luiz Ernesto (PSDB), convocou a sessão para terça-feira, das 14h às 16h, no auditório do Anexo II. Segundo o parlamentar, o Executivo “vai demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais do primeiro quadrimestre deste ano”. A prestação de contas atende determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Uma boa oportunidade para os vereadores, colegas jornalistas ou alguma alma penada do povo cobrar explicações sobre este negócio. Confira a publicação no Diário Oficial do Município página 32. Corra, antes que tirem do ar.

Manutenção de elevadores!

EXTRATO DE CONTRATO
Partes: MUNICÍPIO DE CURITIBA
BY VIVAS – AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA
LTDA, C.C.Z. PUBLICIDADE E MARKETING S/C LTDA.
EXCLAM PROPAGANDA S/S, MASTER PUBLICIDADE S.A. e
VISÃO PUBLICIDADE LTDA.

Objeto: Aditivo n° 16454/04 ao Contrato para Prestação de

Serviços celebrado em 01.03.06 de Manutenção de Elevadores.
Prorrogação de Prazo por 12 (doze) meses.

Data: 29.02.08
Valor: deste Aditivo R$ 24.048.666,66 (vinte e quatro milhões,
quarenta e oito mil, seiscentos e sessenta e seis reais e
sessenta e seis centavos)

D.O. 06/05/2008)

Contribuinte, você paga a hospedagem!

FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA - FCC
EDITAL ...Nº 046/2008
TOMADA DE PREÇOS...Nº 002/2008
A Fundação Cultural de Curitiba, comunica aos interessados, que fará
realizar TOMADA DE PREÇOS, cujo Edital assim se resume.
OBJETO:”Serviço de hospedagem, com estimativa média mensal
de utilização de 36 (trinta e seis) diárias entre singles e duplos, de
acordo com a necessidade, para os eventos produzidos diretamente
pela FCC, incluindo café da manhã, almoço e jantar”, pelo período
de 12 (doze) meses, conforme especificações contidas no presente
Edital ”.
DOCUMENTAÇÃO E PROPOSTAS: Serão recebidas até o dia 21 de
maio de 2008 às 12:00 horas, no seguinte endereço:
Rua Engenheiros Rebouças, 1732 – Protocolo – Térreo – Rebouças -
Curitiba - Paraná.
ABERTURA DE ENVELOPES: A sessão de abertura dos envelopes
acontecerá no dia 21 de maio de 2008 às 14:30min, no mesmo endereço
– Sala de Licitações da FCC.
EDITAL : Poderá ser obtido junto à Fundação Cultural de Curitiba –
Coordenadoria Administrativa, situada no mesmo endereço no horário
das 08h30min às 12:00h e das 13:30h às 18:00h, em dias úteis, ao custo
de R$ 10,00 (dez) reais.
Curitiba, 29 de abril de 2008.
PAULINO VIAPIANA-PRESIDENTE

Contribuinte, você paga o almoço e o jantar!

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO
PREGÃO – NSA/P - SGM
EDITAL DE RESULTADO E JULGAMENTO
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 125/2008 - SGM
OBJETO: SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ALMOÇO para 65
pessoas.
CRITÉRIO: menor preço.
O Pregoeiro torna público a quem interessar possa, que o Item vencido
e, devidamente classificado para a empresa abaixo, no Pregão Eletrônico
nº 125/2008 SGM é:
ALMEIDA EVENTOS E PRODUÇÕES LTDA - ME
Item 1 19574 SERVIÇO, FORNECIMENTO DE ALMOÇO/JANTAR
Sendo Fornecimento de refeições para 65 pessoas, conforme cardápio
anexo.
Valor Unitário: R$ 1.625,0000 Quantidade: 1
Valor Total: R$ 1.625,0000
Valor total da empresa: R$ 1.625,0000.
Itens não adquiridos: 0
TOTAL GERAL DO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 125 / 2008 - SGM - R$
1.625,0000
Para cumprir as formalidades legais, manda afixar este Edital em
mural próprio.
Em, 5 de maio de 2008
TEREZA CRISTINA PACHECO TYRKA-PREGOEIRA

É ou não é atravessada mesmo? Veja este modelito de concurso de biquini no Japão

"Pobre não entra": a estupidez que vai acabar com o shopping Palladium

O mercado tem suas leis imponderáveis, principalmente numa tarde de domingo. Uma delas diz que há duas coisas que não gostam de andar muito: mula cansada e freguês. Não é só construir um shopping e esperar que os ricos da cidade caiam matando nas compras. Curitiba está cheia de opções e a comodidade, traduzida pela proximidade, ainda conta.

E foi a proximidade que levou um grupo de 150 adolescentes das regiões mais pobres da cidade a querer conhecer o novo shopping. Aliás, o Palladium está no caminho deles. Acostumados com madames e mauricinhos, a direção do shopping ficou assustada com o visual da turma da periferia: bermudas largas e camisetas de times de futebol.

Inicialmente, não houve provocação por parte dos jovens, somente cagaço da administração do Palladium, que barrou aquela "gentalha" que ousava visitar o novo templo de consumo.

Resultado: protesto e mais pontos negativos ao shopping que já nasceu errado, sem alvará e agora, sem respeito para com os mais humildes.

A versão do Palladium de que a turma estava com o "tubão", mistura de refrigerante com bebida alcoólica, e isto poderia gerar tumultos é de um simplismo que beira à estupidez, quando não, a mais pura discriminação.

Quem anda pela periferia sabe que a grana dos adolescentes é curta. Se os maurícios e patrícias podem consumir bebidas mais caras e vestir roupas de grife, os jovens da periferia compartilham o "tubão", vestem-se de forma simples e contentam-se apenas em ver o que não podem comprar. Um passeio de duas horas para eles é suficiente para sonhar com o consumo proibido.

E neste domingo, até mesmo o sonhar foi proibido. Sonho, agora tem preço e o sonhador tem que estar com roupa de grife e apresentar na entrada do shopping um belo cartão de crédito com suas listas de compras.

sábado, 24 de maio de 2008

Do direito de ralar a escova e algumas considerações sobre a mulher-mercadoria



Centenas de manifestantes participaram na tarde deste sábado da 4ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. O evento antecipou a Parada Gay, que aconteceu neste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo. Entre as reivindicações das mulheres está o direito de serem lésbicas e a defesa do estado laico que já está assegurado pela Constituição, com independência entre a religião e o Estado. Os manifestantes também lutam contra a mercantilização do corpo das mulheres.
"Uma das grandes questões de opressão nessa sociedade é tratar a mulher como uma mercadoria. As mulheres ainda, de uma maneira geral, estão nas tampinhas de garrafas para vender a cerveja, estão mostrando peitos e bundas para vender carros. Não queremos que o nosso corpo seja usado como uma mercadoria", disse uma das organizadoras.


Do direito:

1. Não temos nada contra o rala-e-rola;

2. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é." traduzindo: cada um sabe onde arde e dói;

3. Realmente, o Estado não pode ter religião, o povo talvez possa;

4. Em Estados democráticos a minoria pode espernear, mas deve se submeter à maioria enquanto ela assim se constituir.

Das considerações:

Quanto a questão da "'mercantilização" da mulher, tema recorrente para as feministas, lésbicas e afins, temos a considerar que o termo é usado de forma imprópria:

1. Sob o ponto de vista da teoria marxista, uma mercadoria tem pelo menos dois predicados: valor de uso e valor de troca.

2. Usar a si mesmo, ou a si mesma, sem se submeter a uma troca, não tem sentido no mercado onde se negocia a mercadoria.

Decorrente desta realidade de mercado impossível, e os poetas sabem disso, o amor não se configura como mercadoria, porque, quando verdadeiro, só tem valor quando doado. Só, o amor, por si só e a si só, de nada vale;

3. Uma mercadoria no mercado, quando negociada, remunera a Mais Valia; se há Mais Valia, há de se ter um beneficiário. Neste caso, remunera-se a carne, jamais o amor.

4. E qual é a diferença entre aquele(a) que casa por interesse - artimanha muito comum em nossos dias - e aquele(a) que se prostitui? Não constituem essas pessoas verdadeiras mercadorias?

Questões:

A mulher, ou homem que, por conta e gosto, resolver mostrar caras, bocas, bundas, etc, para promover certo tipo de mercadoria, pode ser também uma mercadoria? Agrega valor à mercadoria? E como esse valor agregado poderia ser medido?

Sob o ponto de vista puramente capitalista (e aqui trocamos a palavra "mercadoria" por "bem"):

1. Só há sentido na negociação de um bem caso ele proporcione ao seu vendedor lucro, ou benefício, e satisfaça a necessidade do tomador.

2. Os bens estão submetidos à lei da Oferta e Demanda (ou Procura);

3. Se os homens consomem mais cerveja - ou seja, a cerveja sofre um acréscimo na quantidade demandada - por causa de uma imagem de mulher na tampinha da garrafa, significa que a oferta de mulheres, principalmente as que gostam de homens, está aquém da oferta. Mulher como deveria ser e bonita, só na tampinha. Em outras palavras, o mercado está fora de seu ponto de equilíbrio ideal em que a oferta deveria corresponder à procura.

4. A causa de todas nossas tragédias econômicas está na má administração dos recursos, sempre escassos, para satisfazer as nossas necessidades, sempre crescentes.

5. Na visão desta representante das lésbicas, a foto do Maguila na tampinha de garrafa venderia cerveja. Ou talvez a foto dela mesmo.

Portanto:
Chega de mulher mercantilizada e impressa;
Precisamos ver mulheres bonitas por todo tempo, por toda hora e lugar e não só nas tampinhas de garrafa de cerveja.
Aumentem a oferta de mulher in natura e a mercantilização deixará de existir.


Desculpe-me, mas anônimos só sem medo


O titular deste blog está devidamente identificado, portanto, só aceitaremos palpites anônimos depois de rígida avaliação dos acionistas do blog.
Aqueles, e são muitos, que por medo de perseguição, safadeza mesmo, ou outras modas de ameaças de demissão de nossas repartições públicas, por favor continuem mandando e-mails. De resto, o anonimato é coisa do demo.

Att.

A diretoria

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Táxi mais caro, ou como esconder notícias importantes no meio de um feriado


A turma do Beto, o Breve, já encontrou um jeito de esconder notícias importantes e de interesse do povo. A tarifa do táxi aumenta amanhã, mas para não correr o risco do desgaste, a Prefeitura usa o feriado. Assim o usuário desatento não tem como protestar. Esta tática é velha e foi muito usada pelas ditaduras Vargas e Militar contra os sindicatos.

A Bandeira 1 passa de R$ 1,60 para R$ 1,80 e a Bandeira 2, de R$ 2,00 para R$ 2,10. A desculpa: a elevação dos preços dos combustíveis.

Sobre o tempo em que os motoristas de táxi estão perdendo nos engarrafamentos e o gasto com o combustível e a perda de passageiros, a Prefeitura preferiu ignorar.

Deputado aponta especulação imobiliária na Linha Verde e prevê o caos em Curitiba


O deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB) pretender convidar os engenheiros da URBS, técnicos em trânsito e outros profissionais para debater a obra que pode ocasionar o maior caos da história do trânsito do Paraná: a Linha Verde, trecho na Região Metropolitana de Curitiba da BR-476, antiga BR-116, entre o Atuba e o Pinheirinho. O parlamentar assinalou ainda que a mudança imobiliária no trecho não pode ser fator determinante para manter os erros do projeto original.

"Queremos entender e que seja justificado o porquê de não aceitarem as mudanças que estou propondo, com adesão do sindicato de taxistas, motoristas de ônibus, transportadoras e de centenas de cidadãos que já se manifestaram apoiando o projeto", explicou Kielse. Segundo o deputado, a busca por parcerias e recursos com o governo do Estado e o governo federal mostram que seu objetivo não é atrapalhar a Linha Verde. "Quero ajudar a solucionar o congestionamento permanente e também o futuro, que vai ser muito pior".

Kielse aponta que a ausência de trincheiras e viadutos e a instalação de mais semáforos no trecho irão travar o trânsito, principalmente em horários de pico. "Querem transformar a BR numa avenida como a Visconde de Guarapuava, mas ninguém calculou o volume de tráfego nem fizeram os estudos necessários", explicou o parlamentar. O projeto original da Linha Verde não prevê a construção de trincheiras, viadutos nem alças de passagem aos já existentes.

A explicação do deputado é confirmada pelo relatório do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), divulgado na última semana em plenário da Assembléia Legislativa. O documento do órgão federal aponta 43 irregularidades no projeto do Eixo Metropolitano e sugere 53 modificações, incluindo a construção de viadutos e trincheiras nos cruzamentos necessários. "A BR não pode ser transformada numa avenida só ao bel prazer por causa de especulação imobiliária. Em pouco mais de um ano, teremos o maior congestionamento do Brasil num trecho de BR quer corta uma cidade", alertou Kielse.

O deputado afirmou que pretende resolver o problema através de discussões e sem pretensões de ocasionar um embate político com o prefeito Beto Richa. "Minha posição é embasada num problema viário da Região Metropolitana de Curitiba, independente de quaisquer questionamentos de ordem partidária. Mas não posso fechar os olhos enquanto os problemas da Linha Verde e o aumento do fluxo de veículos na capital paranaense por ano, o maior de todas as capitais brasileiras, causarão problemas ainda maiores caso as soluções não sejam colocadas em prática", esclareceu Kielse.

Kielse explicou que as obras devem ser interrompidas o mais rapidamente para realizar as adequações necessárias. "Nosso projeto é viável, já que usaríamos a obra que está iniciada para adaptar as mudanças. Não queremos que tudo seja destruído depois de pronto, o que seria um desperdício de dinheiro público e uma irresponsabilidade ainda maior por parte da Prefeitura de Curitiba", finalizou.

Em três anos, Curitiba passa de capital ecológica à capital da mutreta imobiliária


Curitiba está um canteiro de obra. Você já deve ter percebido isso, seja nas obras viárias ou na construção civil. No meio de áreas verdes, cada vez mais surgem casas, prédios e estabelecimentos comerciais. O volume de alvarás para novas construções (residenciais e não residenciais) na capital atingiu, no primeiro trimestre deste ano, 610,5 mil metros quadrados, um aumento de 54% em relação ao mesmo período de 2007. Com o aumento das construções, como fica o meio ambiente?Para o doutor em Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná, Eduardo Gobbi, na medida em que a cidade expande, é natural que o espaço verde vá sendo reduzido. “A discussão que surge é se pretende-se que a cidade chegue ao limite que o plano diretor permite, de 6 milhões de pessoas. A gente quer isso? Se não for isso, a sociedade tem que se mobilizar”, diz. Leia mais... na Gazeta do Povo, hoje.